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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Johann Wadephul, acusou esta segunda-feira o Presidente russo, Vladimir Putin, de não ter qualquer vontade de negociar a paz e de querer impor a capitulação da Ucrânia.
Embora a Ucrânia esteja pronta para negociações genuínas com Moscovo, “Putin não cede a nenhuma das suas exigências maximalistas: não quer negociações, mas capitulação“, disse Wadephul, num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
O chefe da diplomacia alemã garantiu que o país permanece “de forma inabalável” ao lado da Ucrânia, nomeadamente através do envio de sistemas modernos de defesa aérea e de outras armas, além de ajuda humanitária e económica.
A declaração surgiu depois de Wadephul ter chegado à capital ucraniana, Kiev, para uma visita não anunciada.
“A liberdade e o futuro da Ucrânia são a tarefa mais importante da nossa política externa e de segurança” na Europa, afirmou o ministro.
A visita de Wadephul ocorre numa altura em que a Rússia intensifica os ataques com “drones” (aeronaves não tripuladas) e mísseis contra a Ucrânia e as conversações de paz iniciadas pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito de três anos estão paralisadas.
A Rússia está “a apostar no enfraquecimento do nosso apoio” e “quer a conquista e a submissão a qualquer custo — mesmo que isso custe centenas de milhares de vidas”, disse o ministro.
Wadephul defendeu que será na Ucrânia que se decidirá se a Europa permanecerá “um lugar onde a liberdade e a dignidade humana são valorizadas” ou se se tornará “um continente onde a violência transcende fronteiras”.
O ministro referiu ainda o aumento das despesas com a defesa para, pelo menos, 5% do Produto Interno Bruto, acordado pelos países da NATO, como um fator-chave para garantir a segurança do continente europeu.
Enquanto a Rússia recusar verdadeiras negociações de paz, “continuaremos a limitar os meios de Putin para financiar a sua guerra criminosa através de sanções”, acrescentou Wadephul.
Berlim está a trabalhar em novas sanções económicas “dentro da UE e com os nossos parceiros do G7 com a máxima determinação”, garantiu o chefe da diplomacia alemã.
No domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia afirmou que o último ataque massivo russo, no qual os militares da Rússia utilizaram cerca de 500 “drones” e mísseis de vários tipos, demonstra a urgência de novas sanções contra Moscovo.
“O crescente nível de terror comprova a urgência de novas sanções. A União Europeia e os Estados Unidos precisam delas, não apenas para a Ucrânia, mas também para si próprios”, escreveu Andrii Sybiha, na rede social X.
Russia’s latest attack used around 500 drones and missiles. The growing scale of terror proves the urgency of new sanctions. The EU and the US need them not only for Ukraine, but for themselves. Depriving Russia’s terror machine of resources is now a transatlantic security issue. pic.twitter.com/8tCyCPv9mM
— Andrii Sybiha ???????? (@andrii_sybiha) June 29, 2025
O ministro disse ainda que “desviar recursos da máquina terrorista da Rússia é agora uma questão de segurança transatlântica”.