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Dois reclusos fugiram, esta segunda-feira, do Estabelecimento Prisional de Alcoentre, de alta segurança. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã e confirmada ao Observador por Frederico Morais, dirigente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional.
Ao Observador, Frederico Morais detalhou que os dois reclusos “subiram um muro” do Estabelecimento Prisional de Alcoentre e “desceram-no com uma corda”. “Estava tudo programado.”
A fuga ocorreu às 18h20. Numa nota enviada à comunicação social, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) indica que os reclusos tinham “nacionalidade portuguesa”. “Têm 37 e 44 anos e encontram-se condenados pelos crimes de tráfico de estupefacientes e roubo em penas de 5 anos e 8 meses e de 4 anos e 9 meses.”
Um dos reclusos, segundo adiantou Frederico Morais à SIC Notícias, já tinha “tentado fugir” de uma prisão de Ponta Delgada, nos Açores. “Foi transferido em regime semiaberto. Não houve cuidado. Hoje fugiu”, afirmou o dirigente sindical, acrescentando que o homem é açoriano “e não tem para onde fugir”.
Outro recluso era da região do Alentejo. “Tinha estado preso em Beja [antes de Alcoentre] e era recetor de tráfico de droga dentro de uma cadeia”, detalha Frederico Morais.
A DGRSP já comunicou às forças de segurança para “recapturar” os reclusos. Ao mesmo tempo, “internamente irá proceder-se a um processo de averiguações a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção coordenado por Magistrado do Ministério Público tendo em vista apurar as circunstâncias da ocorrência”.
De acordo com o Sindicato Nacional da Guarda Prisional, desde dia 27 de junho, que havia um “alerta” de tentativa de fuga na prisão de Alcoentre. “Não temos informação de qualquer alerta de fuga”, respondeu José Semedo Moreira, porta-voz da Direção-Geral De Reinserção e Serviços Prisionais, em declarações ao Observador. “Se estavam informados de que havia risco de fuga, que expliquem como deixaram sair”, disse ainda, confirmando a fuga.
Na manhã desta segunda-feira, segundo também avançou o Sindicato Nacional da Guarda Prisional, um intruso entrou no Estabelecimento Prisional de Alcoentre para arremessar telemóveis para dentro da cadeia.
Já de acordo com o que avançou a SIC Notícias, os dois reclusos fugiram por uma zona onde as câmaras de vigilância não estavam a funcionar no momento da fuga. Além disso, as torres de vigilância estariam desativadas por causa da falta de guarda prisionais.
Por sua vez, o Correio da Manhã adianta que um dos reclusos em fuga já teria tentado fugir, cavando um buraco na cela.
A fuga do Estabelecimento Prisional de Alcoentre ocorreu dez meses depois da fuga da prisão de Vale de Judeus, que se localiza a três quilómetros da cadeia de Alcoentre.
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