A Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos entregou o relatório sobre os dois casos recentes de mortes fetais ao Ministério da Saúde, avançou esta terça-feira a CNN Portugal. Segundo a estação televisiva, os dois casos ocorreram em circunstâncias “imprevisíveis” e num quadro clínico marcado por uma evolução de difícil previsão, em que as grávidas não tinham sofrido problemas de maior anteriormente.

No primeiro caso, no caso da grávida que perdeu o feto no Hospital de Santa Maria, e que já tinha sido assistida três vezes na semanas anteriores sem sinais de gravidade, às 40 semanas e seis dias acabou por ser encaminhada para o Hospital de Santa Maria.

De acordo com o relatório, a mulher e o feto encontravam-se bem em grande parte do trabalho de parto. No entanto, nos momentos finais, deu-se uma compressão aguda e “imprevisível” do cordão umbilical, que causou uma baixa oxigenação fetal. Como consequência, foi realizada uma cesariana de emergência.

Apesar da cesariana, o feto não sobreviveu. A Comissão assinala que se trata de um caso “em que a rapidez e a imprevisibilidade da evolução clínica não permite uma intervenção atempada”.

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No caso de Cascais, em que depois foi revelado que a mulher não tinha dinheiro para pagar a viagem para o Hospital de Santa Maria, a grávida de 31 semanas de gestação sofreu também um quadro de imprevisibilidade que conduziu a um desfecho fatal.

Tendo contactado a linha SNS24 por volta das 23h00, e após algumas chamadas, a grávida acabou por dar entrada no Hospital de Cascais cinco horas depois. Naquela instituição médica, foi-lhe diagnosticado um caso de descolamento major da placenta, confirmando-se a morte fetal.

De acordo com a Comissão, os casos de descolamentos major da placenta constituem “situação imprevisíveis”, havendo uma “mortalidade muito alta associada, mesmo em contextos hospitalares”.

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