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Ucrânia admite ceder territórios já controlados pela Rússia para alcançar um acordo de paz

Este artigo tem mais de 1 ano

Presidente ucraniano estará disposto a uma solução que ponha fim ao conflito e que passasse pelo congelamento das linhas da frente, entregando è Rússia o controlo das áreas que já controla.

epa11981223 A handout picture made available by the Presidential Press Service shows Ukrainian President Volodymyr Zelensky meeting with commanders of the Ukrainian Armed Forces at an undisclosed location in the Donetsk region, Ukraine, 22 March 2025. Zelenskyy visited the command posts of the Pokrovsk tactical group and the 59th separate assault brigade of unmanned systems named after Yakiv Handziuk during his working visit to the Donetsk region amid the ongoing Russian invasion.  EPA/PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT HANDOUT  HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
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PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT HANDOUT/EPA

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A Ucrânia admite ceder territórios à Rússia como parte de um plano de paz que conte com o apoio dos países europeus, noticia o jornal britânico The Telegraph, adiantando que Zelensky já terá transmitido essa posição aos líderes europeus, rejeitando, no entanto, qualquer cedência de território que não esteja sob ocupação russa.

Segundo o jornal, o Presidente ucraniano estará assim disposto a uma solução que ponha fim ao conflito e que passasse pelo congelamento das linhas da frente, entregando è Rússia o controlo das áreas que controla nas regiões de Lugansk, Donetsk, Zaporíjia, Kherson e Crimeia.

Dentro das linhas vermelhas definidas por Zelensky para um acordo estão várias garantias de segurança, como entrega de armas e o caminho para uma adesão à NATO.

Esta posição de Zelenky, mostrando uma maior flexibilidade e não confirmada oficialmente, surge a poucos dias do encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, na sexta-feira, no Alasca.

Rússia está a preparar-se para nova ofensiva e não para por fim à guerra, diz Zelensky

O Presidente ucraniano fez saber esta terça-feira que acredita que a Rússia se está a preparar para uma nova ofensiva, tendo em conta movimentações no terreno que indicam que o Kremlin “não se está a preparar para pôr fim à guerra”.

Numa publicação no Facebook, Zelensky diz estar grato “aos líderes europeus pelo seu claro apoio à nossa independência, integridade territorial e uma abordagem diplomática” e refere que todos apoiam a “determinação de Donald Trump”.

“As questões relacionadas com a segurança da Ucrânia e da Europa são discutidas por todos nós em conjunto. E, por isso, qualquer decisão deve contribuir para as nossas capacidades conjuntas de segurança”, disse insistindo que “se a Rússia se recusar a interromper os assassinatos, deve ser responsabilizada”.

“Enquanto a guerra e a ocupação continuarem, todos nós, juntos, devemos manter a nossa pressão – a pressão da força, a pressão das sanções, a pressão da diplomacia, remata.

[Um homem desobedece às ordens dos terroristas e da polícia e entra sozinho na embaixada. Momentos depois, ouve-se uma enorme explosão. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto a embaixada turca em Lisboa e uma execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o quarto episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]

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