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A Ucrânia admite ceder territórios à Rússia como parte de um plano de paz que conte com o apoio dos países europeus, noticia o jornal britânico The Telegraph, adiantando que Zelensky já terá transmitido essa posição aos líderes europeus, rejeitando, no entanto, qualquer cedência de território que não esteja sob ocupação russa.
Segundo o jornal, o Presidente ucraniano estará assim disposto a uma solução que ponha fim ao conflito e que passasse pelo congelamento das linhas da frente, entregando è Rússia o controlo das áreas que controla nas regiões de Lugansk, Donetsk, Zaporíjia, Kherson e Crimeia.
Dentro das linhas vermelhas definidas por Zelensky para um acordo estão várias garantias de segurança, como entrega de armas e o caminho para uma adesão à NATO.
Esta posição de Zelenky, mostrando uma maior flexibilidade e não confirmada oficialmente, surge a poucos dias do encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, na sexta-feira, no Alasca.
Rússia está a preparar-se para nova ofensiva e não para por fim à guerra, diz Zelensky
O Presidente ucraniano fez saber esta terça-feira que acredita que a Rússia se está a preparar para uma nova ofensiva, tendo em conta movimentações no terreno que indicam que o Kremlin “não se está a preparar para pôr fim à guerra”.
Numa publicação no Facebook, Zelensky diz estar grato “aos líderes europeus pelo seu claro apoio à nossa independência, integridade territorial e uma abordagem diplomática” e refere que todos apoiam a “determinação de Donald Trump”.
“As questões relacionadas com a segurança da Ucrânia e da Europa são discutidas por todos nós em conjunto. E, por isso, qualquer decisão deve contribuir para as nossas capacidades conjuntas de segurança”, disse insistindo que “se a Rússia se recusar a interromper os assassinatos, deve ser responsabilizada”.
“Enquanto a guerra e a ocupação continuarem, todos nós, juntos, devemos manter a nossa pressão – a pressão da força, a pressão das sanções, a pressão da diplomacia, remata.
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