Robin Westman, de 23 anos, foi identificada como a atiradora do tiroteio na Annunciation Catholic School, na cidade de Minneapolis, que matou duas crianças e feriu 17 pessoas. Estudado na escola e a mãe terá trabalhado lá. Ainda não se sabe o motivo para o ataque mas vídeos deixados nas redes sociais mostravam um manifesto e o desenho do interior de uma igreja.
De acordo com a ABC News, que teve acesso à sua carta de condução, Westman nasceu a 17 de julho de 2002. Vivia em Richfield, subúrbio de Minneapolis onde ficava a escola católica, que frequentou até 2017, informa a CNN. Segundo a BBC, a mãe de Westman, Mary Grace, também trabalhou na Annunciation Catholic School como administrativa entre 2016 e 2021.
Apesar do diretor do FBI, Kash Patel, a mencionar no “masculino” na rede social X, a carta de condução indica que a suspeita se identificava como sendo do género feminino. Terá mudado de nome em 2020, segundo registos citados pela NBC News e pela Reuters que mostram a mudança foi por se identificar como mulher.
Este ano, Westman terá trabalhado vários meses num dispensário de canábis gerido pela empresa RISE, confirmou um porta-voz num comunicado citado pela Reuters, ressalvando que, por esta altura, já não era funcionária.
Às 8h30 locais (14h30 em Lisboa), Westman disparou através dos vitrais da igreja adjacente à Annunciation Catholic School durante uma missa escolar que tinha começado 15 minutos antes e que fazia parte da semana de regresso da escola católica.
Em conferência de imprensa, o chefe da polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, mencionou que a atiradora agiu sozinha e estava fortemente armada, tendo na sua posse “uma espingarda, uma caçadeira e uma pistola“. Todas estas arma, que foram usadas no ataque, tinham sido compradas de forma legal e “recentemente”, sublinhou.
Inicialmente, o chefe da polícia disse que eram desconhecidas as razões do tiroteio. Mais tarde, O’Hara confirmou que as autoridades tinham tomado conhecimento de “um manifesto que a atiradora tinha agendado para ser lançado no YouTube“.
What we know about the Minneapolis Catholic school shooter Robin Westman after church attack pic.twitter.com/pLEQfG9SVl
— Daily Mail US (@Daily_MailUS) August 27, 2025
“Este manifesto parecia mostrá-la no local do crime e incluía alguns escritos perturbadores“, revelou, acrescentando que “esse conteúdo foi removido com a ajuda do FBI e agora permanece sob análise ativa dos investigadores”.
A NBC News confirmou com fontes policiais que Westman publicou vídeos na Internet antes do tiroteio, “com escritos que fazem referência a suicídio, ‘pensamentos e ideias extremamente violentos’, um pedido de desculpas à família e um esboço à mão do interior de uma igreja“, embora não seja claro se o desenho mostrava a igreja onde se deu este ataque. A Reuters, que analisou os vídeos, referiu que tinha expressado desejos de cometer um tiroteio em massa.
Um caderno mostrado nos vídeos, conta a ABC News, tem um autocolante que diz “defendam a igualdade” com a “silhueta de uma arma longa”. Outro autocolante colado no caderno referencia uma banda alemã popular entre os atiradores do tiroteio de Columbine, lê-se ainda na notícia.
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