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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esclareceu esta sexta-feira que as posições sobre a política externa são do Governo e não do chefe de estado.

Em declarações à RTP esta sexta-feira, Rangel escolheu não se pronunciar sobre as afirmações de Marcelo Rebelo de Sousa, que classificou o presidente dos EUA como um “ativo russo”. “Não comento nem vou comentar declarações do sr. Presidente da República”, começou por dizer à estação pública. No entanto, clarificou: “A condução da política externa cabe ao Governo e portanto obviamente é através do Governo que as posições de Portugal são veiculadas neste plano”.

A brutalidade do mais recente ataque russo em Kiev motivou reações várias de políticos portugueses, nomeadamente do Presidente da República, que aproveitou a presença na Universidade de Verão do PSD para imputar responsabilidade ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou como um “ativo russo”.

Marcelo criticou o Presidente norte-americano pela excessiva “personalização do poder”, considerando que ficou claro que “o líder da maior superpotência do mundo, é objetivamente um ativo soviético ou russo”.

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