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As autoridades da Faixa de Gaza lideradas pelo Hamas executaram três homens acusados de colaborar com Israel, segundo um representante palestiniano ligado ao governo de Gaza citado pela agência Reuters. A execução foi gravada em vídeo e partilhado nas redes sociais ligadas ao Hamas, tendo sido verificado pela Reuters e pela BBC.
Nas imagens partilhadas, demasiado gráficas para serem reproduzidas aqui, um homem de máscara surge junto de três pessoas ajoelhadas, amarradas e com outros homens armados e com cara tapada de pé junto a eles. A BBC localizou o cenário como sendo numa rua perto do hospital de Shifa, no centro da cidade de Gaza, que as forças armadas israelitas estão a atacar, no âmbito de nova operação militar.
Segundo a televisão britânica, o homem gritava que a “sentença de morte foi decidida para todos os colaboradores”, numa “decisão revolucionária”. Os três ajoelhados foram, de seguida, pontapeados e baleados em frente a uma multidão, que celebrou o acontecimento e gritou elogios às Brigadas Al-Qassem, braço armado do Hamas.
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, notas escritas em árabe foram colocadas em cima dos corpos, dizendo: “A vossa traição não passará sem castigo. Um castigo pesado espera-vos”.
A execução, diz a Reuters, terá sido levada a cabo pela Sala de Operações Conjuntas da Resistência Palestiniana, uma frente que junta vários braços armados das fações palestinianas em Gaza.
Segundo a fonte palestiniana citada pela Reuters os três homens estariam ligados às forças de Yasser Abu Shabab, líder de um grupo palestiniano anti-Hamas apoiado por Israel e que opera maioritariamente na zona de Rafah. Um dos outros homens armados presente no vídeo menciona Abu Shabab como sendo um dos “principais colaboradores” com as forças israelitas.
Recentemente, contou a Reuters, o grupo de Abu Shabab publicitou nas redes sociais que estava a recrutar, procurando pessoas com experiências de polícia ou na área da segurança e prometendo salários entre 762 e 1 270 euros.
A agência, citando fontes no Hamas e em residentes locais, mencionou ainda que há novos grupos anti-Hamas a surgir nas cidades de Beit Lahiya e Shejaia, no norte da Faixa de Gaza.