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O ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, manifestou-se esta terça-feira contra o plano de paz para Gaza apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que foi apoiado pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O acordo significa “regressar — após o [massacre do Hamas em Israel] de 7 de outubro e após dois anos de dedicação, coragem e sacrifício de um povo de leões, com custos dolorosos e conquistas dramáticas, graças a Deus e com a Sua ajuda em todas as frentes — ao velho conceito de deixar a nossa segurança nas mãos de estrangeiros e de fantasias de que alguém fará o trabalho por nós”, afirmou Smotrich na rede social X.
יש לי הרבה מה לומר, ואעשה זאת בע"ה לאחר שורת התייעצויות שאקיים היום. אבל יש דבר אחד שכבר אפשר לומר, וסליחה מראש על השבתת השמחה והראיה המפוכחת של המציאות:
לחזור אחרי ה- 7 לאוקטובר ואחרי שנתיים של מסירות וגבורה והקרבה של עם של אריות, עם מחירים כואבים ועם הישגים דרמטיים ברוך השם…
— בצלאל סמוטריץ' (@bezalelsm) September 30, 2025
“Trocar as conquistas concretas no terreno por ilusões políticas e render-se a um abraço diplomático de urso e a cerimónias brilhantes, a cânticos políticos de ‘dois Estados’ (…) representa um regresso ao conceito de Oslo”, continuou Smotrich.
Para o ministro de extrema-direita, que faz parte do Governo de Netanyahu, com esta proposta dos Estados Unidos, Israel está a “perder uma oportunidade histórica” de “libertar-se das correntes de Oslo”, referindo-se aos acordos assinados na capital norueguesa em 1993 entre o então primeiro-ministro israelita Yitzhak Rabin e o líder palestiniano Yasser Arafat.
O ministro das Finanças israelita afirmou que aceitar esta iniciativa e abandonar a intensa campanha militar contra o Hamas representa “um fracasso político retumbante, fechar os olhos e virar as costas a todas as lições do 7 de outubro”, alertando que tal atitude “também terminará em lágrimas”.
O responsável israelita referiu que “consultará, avaliará e decidirá” sobre esta proposta sem, para já, ameaçar abandonar o Governo de coligação de Benjamin Netanyahu.
O “acordo de paz” para Gaza apresentado na segunda-feira por Trump na Casa Branca, juntamente com o primeiro-ministro israelita, contempla a criação de um Governo de transição sem a presença do Hamas e supervisionado pelo presidente dos EUA, a desmilitarização da Faixa de Gaza e inclui a possibilidade de negociar um futuro Estado palestiniano.
Nas últimas horas, Netanyahu afirmou, no entanto, que nessa reunião não concordou com Trump sobre o estabelecimento de um Estado palestiniano.
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