Os helicópteros de emergência médica estacionados nas bases de Évora e Loulé vão passar a funcionar 24 horas por dia a partir da próxima segunda-feira, duplicando o tempo de voo atual, anunciou o INEM em comunicado. O INEM espera ter toda a frota a funcionar em pleno (ou seja, quatro helicópteros 24 horas/dia) a partir do dia 1 de novembro, uma garantia dada já pela empresa que tem a seu cargo o Serviço de Helicópteros de Emergência Médica (SHEM), a Gulf Med.

O INEM sublinha que o reforço da operação de dois helicópteros “representa um aumento significativo da capacidade de resposta aérea do INEM, garantindo maior disponibilidade na assistência a situações de emergência médica.

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Enquanto as aeronaves baseadas em Loulé e Évora passam a operar em pleno, o helicóptero baseado em Macedo de Cavaleiros mantém-se em operação 12 horas diárias, “enquanto decorrem os preparativos para a expansão gradual da operação noturna nesta região”, avança o INEM. O helicóptero que deveria estar em funcionamento na base de Viseu só deverá iniciar operações a 1 de novembro.

O instituto explica que a decisão de iniciar a operação noturna primeiro no Sul “prende-se com questões de segurança relacionadas com o relevo e obstáculos naturais, mais significativos no Norte e Centro do país, que exigem treino adicional das equipas de pilotos para voo noturno”. O INEM realça que “as equipas do SHEM têm transmitido um feedback muito positivo do serviço, destacando a rapidez de descolagem, estabilidade em voo e condições de segurança e conforto das aeronaves, que contribuem para uma prestação de cuidados mais eficiente”.

O atraso no início da operação da Gulf Med em Portugal (que levou até à celebração de um ajuste direto, entretanto anulado pelo Tribunal de Contas) esteve relacionado, como a própria empresa admitiu, com a necessidade de formar os pilotos para a manobra das aeronaves utilizadas pela empresa — isto é, os helicópteros Airbus H145.

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A Gulf Med deveria ter colocado ao serviço do SHEM quatro helicópteros de emergência, 24/horas por dia, a partir de 1 de julho. Apercebendo-se de que não conseguiria cumprir o contrato na totalidade no prazo previsto, a empresa firmou um contrato de ajuste direto com o INEM e que previa o início faseado da operação – com dois helicópteros a operar durante 12 horas em Macedo de Cavaleiros e Loulé e um outro a operar em Évora a partir de dia 15 de julho.

Quando a operação estiver a funcionar na sua plenitude, com quatro helicópteros a cobrirem todo o país (previsivelmente a 1 de novembro), o INEM sublinha que os helicópteros terão também capacidade de transportarem incubadoras, fazendo o helitransporte de bebés em cuidados neonatais diferenciados.

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