O candidato a Belém João Cotrim de Figueiredo rejeitou esta sexta-feira que exista “um movimento de passistas”, considerando que quem se revê no “espírito reformista do PSD de Passos Coelho” não se identifica com António José Seguro ou Marques Mendes.

Reagindo a uma notícia do Expresso sobre a possibilidade de o candidato à presidência António José Seguro ser apoiado por um grupo de apoiantes de Passos Coelho, João Cotrim de Figueiredo disse esta sexta-feira não saber “onde é que o Expresso vai transformar três pessoas em passistas”, considerando que “não há movimento de passistas”.

Referindo-se a Vasco Rato, Jorge Marrão e Gomes Sanches, que segundo o Expresso integram o grupo que poderá apoiar António José Seguro, Cotrim de Figueiredo afirmou que se os três são “passistas”, então ele próprio e “centenas de milhares de portugueses serão tão “passistas” como aqueles três”.

“Veremos em quem é que as pessoas que se reveem naquilo que era um espírito reformista de um PSD de Passos Coelho, que, entretanto, se perdeu”, acrescentou, sustentando não acreditar que esse eleitorado considere “Marques Mendes, e muito menos António José Seguro”, bons candidatos presidenciais.

Sobre um eventual apoio de Passos Coelho à sua candidatura, afirmou “esse tipo de apoios não se procuram, aceitam-se quando as pessoas livremente decidem dar, quando acham que o que está em causa, neste caso a eleição presidencial, é suficientemente importante para virem a jogo e darem esse apoio”.

João Cotrim de Figueiredo falava em Óbidos, à margem de uma palestra subordinada ao tema “40 anos de Cultura e Língua Portuguesa na União Europeia”, no âmbito do FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos.

No final da palestra João Cotrim Figueiredo fez ainda uma arruada na vila onde decorre o festival.

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