O Presidente dos EUA chegou a acordo com duas farmacêuticas para a redução dos preços dos medicamentos GLP-1 (agonistas do recetor do peptídeo-1), como o conhecido injetável Ozempic. Estes medicamentos têm sido usados para o tratamento da diabetes, perda de peso e, em alguns casos, para a apneia do sono.

Esta era uma das reinvidicações de Donald Trump, que já mencionou em várias ocasiões os elevados preços nos EUA do que apelidou de “medicamentos para a gordura”.

Esta quinta-feira, na Casa Branca, foi anunciado um acordo com as farmacêuticas Novo Nordisk, criadora do Ozempic, e a Eli Lilly, do medicamento Mounjaro, entre outros fármacos do género.

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“É um triunfo para os pacientes norte-americanos, que vai salvar vidas e melhorar a saúde de milhões e milhões de americanos”, disse Donald Trump na Sala Oval, ao lado dos executivos das duas empresas, segundo o Washington Post. 

Ao abrigo deste acordo, a Eli Lilly e a Novo Nordisk vão vender os seus medicamentos a preços mais baixos, tanto os injetáveis que já estão no mercado como os comprimidos que ainda sujeitos a aprovação regulatória. No sistema Medicare, os fármacos passarão a custar 149 dólares por mês para a dose mais baixa e 245 dólares por mês para as doses maiores. É expectável que a redução de preços ocorra a meio de 2026.

Segundo o site da Novo Nordisk, atualmente os preços do Ozempic podem chegar aos 997 dólares para quem não tem seguro de saúde. Porém, segundo o Washington Post, a maior parte dos utentes que recorre a estes medicamentos paga cerca de 500 dólares por mês.

Em troca desta baixa de preços, as duas empresas vão receber uma análise mais expedita dos seus medicamentos por parte do regulador FDA, que supervisiona o mercado de alimentos e fármacos. Também passam a ter acesso ao programa Medicare, que atualmente disponibiliza cuidados de saúde a 70 milhões de norte-americanos.

A Casa Branca revelou que, só no âmbito do programa Medicare, que dá cobertura a pessoas mais velhas, cerca de 10% dos beneficiários cumprem critérios para usar estes medicamentos (por exemplo, o índice de massa corporal e condições de saúde como pré-diabetes e doenças cardiovasculares).

O programa Medicaid, destinado a pessoas com menores rendimentos, também poderá ter acesso aos medicamentos GLP-1, mas só em 2027.

Em comunicado, a Eli Lilly revelou que o acordo “irá melhorar o acesso aos medicamentos a quase 40 milhões de americanos que vivem com obesidade e estão abrangidos por programas governamentais de saúde e milhões que pagam do seu bolso”. Dave Ricks, CEO da empresa, falou num “momento crucial nas políticas de cuidados de saúde dos EUA e um marco definitivo para a Lilly”.

Robert F. Kennedy Jr, secretário da Saúde, estima que “o público americano possa vir a perder 56 milhões de quilos até esta altura do próximo ano — por isso vai ter um efeito dramático na saúde do país”.

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