1243,9kWh poupados 1243,9 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Venezuela tem 180 mulheres detidas por motivos políticos

Este artigo tem mais de 6 meses

Para assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, o protesto denunciou também as condições a que as mulheres são sujeitas, como abusos e falta de cuidados de saúde.

epa12285397 People participate in a demonstration at the entrance to the Supreme Court of Justice (TSJ) in Caracas, Venezuela, 05 August 2025. A group of women, relatives of people detained during the crisis unleashed after the July 2024 presidential elections in Venezuela, demanded a meeting with the president of the TSJ, Chavista Caryslia Rodriguez, to review the cases of these detainees because, they claim, there have been no releases since last March.  EPA/MIGUEL GUTIERREZ
i

▲Entre os detidos, encontram-se 170 funcionários ativos de organismos de segurança do Estado, 11 ativistas, 224 representantes de organizações políticas

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

▲Entre os detidos, encontram-se 170 funcionários ativos de organismos de segurança do Estado, 11 ativistas, 224 representantes de organizações políticas

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

O Comité pela Liberdade dos Presos Políticos (Clippve) denunciou no domingo que mais de 180 mulheres estão detidas por motivos políticos da Venezuela, sendo ainda vítimas de maus-tratos, isolamento, falta de assistência médica e assédio.

A denúncia foi feita no âmbito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres — que se assinala na terça-feira — e no âmbito da campanha “Elas não estão sozinhas”.

“Levantamos a nossa voz para denunciar a violência institucional que elas enfrentam (…) Unimo-nos para dar visibilidade a mais de 180 mulheres que estão detidas por motivos políticos na Venezuela, vítimas de detenções arbitrárias, de violência institucional, tratamento cruel e represálias por pensar de forma diferente“, explica a Clippve na rede social X.

https://twitter.com/clippve/status/1992717502200029481

Na mesma rede social a Clippve nota que as mulheres estão detidas em condições de superlotação, sem o mínimo de dignidade, sem “acesso a cuidados ginecológicos nem a produtos para lidar com a menstruação”.

“A sua saúde é violada todos os dias nas prisões venezuelanas. A violência também é isso. O Estado venezuelano continua a falhar às mulheres que vivem a injustiça da prisão e às que esperam lá fora”, explica a Clippve, exigindo “respeito e liberdade”.

Ainda na X, a Clippve sublinha que a “única culpa” das mulheres “tem sido pensar de forma distinta” e que “ser mulher e presa política na Venezuela significa estar ainda mais exposta a abusos, a negligência médica, escassez de água, desnutrição e violência institucional”.

“As mães dos presos políticos também são vítimas: muitas denunciam que são obrigadas a despir-se antes das visitas, que são maltratadas e que veem recusados pacotes essenciais. A violência estende-se para além das paredes. Neste 25 de novembro, lembramos cada mulher que resiste numa cela injustamente, cada mãe humilhada num posto de controlo e cada família que espera por justiça”, afirma.

O Clippve diz ainda que “falar de presos políticos é também falar de mulheres: ativistas, mães, estudantes, defensoras e cidadãs que hoje sofrem condições desumanas” e sublinha que continuará a denunciar o que acontece até que sejam libertadas.

“A violência contra as mulheres também é cometida pelo Estado: detenções arbitrárias, torturas, desaparecimentos forçados e negação de assistência médica. Lembramos que a violência institucional também atinge as idosas, as doentes, as cuidadoras, as que já carregam dores profundas”, conclui.

https://twitter.com/clippve/status/1992719372100481469

Dados recentes, divulgados pela organização não-governamental Justiça, Encontro e Perdão (JEP), dão conta que na Venezuela estão detidas 1.080 pessoas por motivos políticos.

Entre os detidos, encontram-se 170 funcionários ativos de organismos de segurança do Estado, 11 ativistas, 224 representantes de organizações políticas, 35 antigos integrantes da segurança do Estado, 20 jornalistas e 14 sindicalistas.

“Há 145 pessoas das quais não se tem informação oficial sobre o seu paradeiro. Além disso, registamos 50 venezuelanos com dupla nacionalidade”, especifica ainda a organização.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.