A NATO reforçou a sua defesa contra mísseis balísticos em toda a Aliança, após os ataques iranianos na região que visaram a Turquia, anunciou esta quinta-feira, um porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa (SHAPE).
O chefe do Comando Aéreo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) também recomendou que a defesa antimísseis balísticos seja mantida “neste nível elevado até que a ameaça representada pelos contínuos ataques indiscriminados do Irão na região diminua”, indicou o porta-voz do SHAPE, o coronel Martin O’Donnell, na rede social X.
“Este ajustamento dá ao Comandante Supremo Aliado na Europa exatamente aquilo de que ele precisa para defender a Aliança contra a atual ameaça”, acrescentou.
Os embaixadores dos 32 Estados-membros da NATO, esta quinta-feira reunidos em Bruxelas, manifestaram o seu apoio a esta medida e condenaram veementemente o ataque do Irão à Turquia na quarta-feira, sublinhou o porta-voz.
Sobre o incidente ocorrido na quarta-feira na Turquia, o coronel O’Donnell afirmou que as forças da NATO identificaram a ameaça em menos de dez minutos, confirmaram a trajetória do míssil e enviaram um intercetor para o neutralizar.
Esta quinta-feira, o Ministério da Defesa turco declarou que os sistemas de defesa da NATO tinham intercetado e neutralizado “um míssil balístico disparado do Irão e detetado em direção à Turquia”, mas não forneceu mais pormenores sobre o incidente.
A Turquia “não era o alvo do míssil”, afirmou, por sua vez, na quarta-feira um responsável turco à agência de notícias francesa AFP.
“Pensamos que visava uma base militar” em Chipre “mas que se desviou da sua rota”, acrescentou, após ter solicitado o anonimato.
O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou esta quinta-feira ter lançado um míssil contra a Turquia, afirmando que respeita a soberania do “país vizinho e amigo”.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.
Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.
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