O PCP acusou nesta sexta-feira o Governo de adotar uma agenda de “retrocesso social” que atenta contra os direitos das mulheres no trabalho, maternidade e sociedade em geral.
A propósito do Dia Internacional da Mulher, que se assinala no domingo, dia 8 de março, o PCP manifestou-se contra “uma política e uma agenda de retrocesso social que atenta contra importantes dimensões dos direitos das mulheres no trabalho, na maternidade e na sociedade em geral”.
Em comunicado, o PCP considerou que esta agenda de retrocesso é “mascarada por uma gigantesca máquina de propaganda e de desinformação, que vende uma realidade paralela que nada tem a ver com a realidade material das trabalhadoras e das mulheres em geral”.
“O que pretendem é ir mais longe na desvalorização do trabalho produtivo e criativo das mulheres fortemente penalizadas pela precariedade, que se mantêm ano após anos na mesma carreira, levando para casa o salário mínimo nacional, ou mesmo sem aumento de salários que reponha o seu poder de compra”, acusou.
O PCP mostrou ainda preocupação com as dificuldades no acesso aos serviços de urgência e obstetrícia e com “mulheres a terem os filhos nas ambulâncias“, como consequência dos “retrocessos no acompanhamento das grávidas”, lê-se.
Em relação à conciliação entre a vida profissional e pessoal, o PCP considerou que as soluções do Governo se centram “exclusivamente numa maior partilha entre o homem e a mulher na organização da vida doméstica e familiar”.
O partido defendeu que, essa conciliação, sendo desejável, não deve ser a única política, considerando que “acaba por sustentar a desregulação dos horários de trabalho, o trabalho por turnos, inviabilizando os tempos em família, o direito das mães e dos pais a acompanhar os filhos ao longo do seu crescimento”.
Para o PCP, as mulheres “precisam de mudanças nas suas vidas que lhes proporcionem viver, estudar e trabalhar com qualidade de vida“.
“O PCP prosseguirá a sua intervenção visando uma efetiva prevenção e combate às diversas formas de violência, assim como a sua iniciativa política e institucional com soluções para a elevação das condições de vida e de trabalho das mulheres”, refere.
O alargamento da licença de maternidade e paternidade, a criação de mais vagas no pré-escolar, a criação de redes públicas de creches e de equipamentos de apoio aos idosos, designadamente lares, são as prioridades apontadas pelo PCP.
[Depois de anos em fuga, o guru é finalmente detido. Mas o movimento de yoga e as escolas em todo o mundo continuam a funcionar. Ouça o último episódio de “Os segredos da seita do yoga”, o novo Podcast Plus do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto e aqui o quinto episódio]