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O bairro judeu da Cidade Velha de Jerusalém foi esta sexta-feira atingido por um ataque iraniano, possivelmente destroços de um míssil ou de um intercetor, um ato que a diplomacia israelita considera demonstrativo da “loucura do Irão”.
Pouco depois de um alerta de míssil iraniano, duas explosões muito fortes sacudiram Jerusalém, seguidas de um grande impacto no solo, descreveu a agência France-Presse (AFP).
תיעוד: רגע הפגיעה בעיר העתיקה בירושלים מהירי מאיראן.
צילום: דוברות המשטרה pic.twitter.com/T3xlm7NeiX— הארץ חדשות (@haaretznewsvid) March 20, 2026
O projétil caiu no bairro judeu, dentro das muralhas otomanas e a apenas algumas centenas da Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais importante do Islão, bem como do Muro das Lamentações, que é sagrado na religião judaica, e ainda da igreja cristã do Santo Sepulcro, erguida no lugar onde a Bíblia situa a crucificação e ressurreição de Jesus Cristo.
Imagens relatadas pela AFP mostram uma rua aberta e repleta de destroços, perto de um parque de estacionamento e do Hotel Casa Sefardita.
“O que se vê aqui é o resultado de ataques de mísseis iranianos. A Cidade Velha de Jerusalém, mesmo ao lado do Monte do Templo, foi atingida por fragmentos de mísseis iranianos”, criticou o exército em comunicado na rede social X.
❗️What you see here is the result of Iranian missile fire. The Old City in Jerusalem, right near the Temple Mount, was impacted by Iranian missile fragments.
The Iranian regime once again proves they fire indiscriminately—whether at civilian areas or holy sites—all with the… pic.twitter.com/mACbtCNbkN
— Israel Defense Forces (@IDF) March 20, 2026
O regime iraniano “prova mais uma vez que está a disparar indiscriminadamente – seja contra zonas civis ou locais sagrados – com a intenção de destruir o Estado de Israel”, acusou o exército.
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, lamentou igualmente na rede X “o ‘presente’ do Irão para o Eid al-Fitr”, que assinala o fim do Ramadão, “ao disparar mísseis contra a Mesquita de al-Aqsa.”
The Iranian “gift” for Eid al-Fitr: Missiles on Al-Aqsa.
The Iranian attack on the holy sites sacred to all three religions reveals the madness of the Iranian regime, which claims to be religious. pic.twitter.com/UqHnFv5uF1— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) March 20, 2026
Este ataque iraniano a locais sagrados para as três religiões revela “a loucura do regime iraniano, que se diz religioso”, comentou ainda o chefe da diplomacia israelita.
Em comunicado, a polícia disse estar a “trabalhar para isolar uma área e lidar com um engenho explosivo que caiu na cidade de Jerusalém”, indicando que uma pessoa ficou ferida sem gravidade.
Os alertas para lançamentos de mísseis iranianos continuaram durante todo o dia, sobretudo no centro de Israel, na região de Telavive e na região de Jerusalém.
O Irão começou a lançar mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos em resposta à ofensiva aérea israelo-americana lançada a 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
No passado dia 16, fragmentos de um míssil iraniano intercetado pelas defesas aéreas israelitas caíram igualmente na Cidade Velha, sobre o telhado do Patriarcado Ortodoxo Grego, a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro.
No Irão, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) identificou, no início desta semana, quatro sítios danificados pelo conflito entre os 29 que constam na lista de Património da Humanidade.
Estes locais incluem o Palácio Golestan, no coração histórico de Teerão, a Mesquita Jameh em Isfahan, no centro do Irão, e os sítios pré-históricos do Vale de Khorramabad, no leste do país.
O Governo iraniano informou no sábado que pelo menos 59 monumentos, museus e sítios históricos sofreram “danos graves” em resultado dos ataques aéreos nas últimas semanas.