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O primeiro-ministro de Israel criticou este domingo o Supremo Tribunal israelita por autorizar uma “manifestação da esquerda” em Telavive contra a ofensiva militar no Irão e Líbano, quando “se restringe” a oração no Muro das Lamentações.
“Ao mesmo tempo que se restringe aos judeus a possibilidade de rezarem no Muro das Lamentações durante as festas, o Supremo Tribunal autorizou uma manifestação da esquerda em Telavive”, criticou Benjamin Netanyahu numa mensagem publicada nas redes sociais, onde considerou a autorização “inacreditável”.
לא יאומן. בזמן שיהודים מוגבלים בחג בתפילה בכותל, בג״צ אישר הפגנת שמאל בתל אביב. חופש מחאה הוא חשוב, אבל חופש תפילה חשוב לא פחות. בזמן מלחמה מי שקובע את סידורי הביטחון זה רק פיקוד העורף
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) April 5, 2026
O chefe do Governo israelita sublinhou que, embora a liberdade de manifestação “seja importante”, a liberdade de culto “não o é menos”, acrescentando que “em tempos de guerra, a única entidade que estabelece as medidas de segurança é o Comando da Frente Interna”.
A manifestação, realizada este sábado na praça Habima, em Telavive, foi autorizada pelo Supremo israelita, que vetou a dispersão pela polícia de manifestações com menos de 600 pessoas na cidade e de menos de 150 em manifestações convocadas em Jerusalém, Haifa e Kefar Saba.
Apesar da autorização, agentes das forças de segurança entraram em confronto com alguns manifestantes opositores da ofensiva militar israelita no Irão e no Líbano, executando ordens do comandante do contingente policial local de dispersão e evacuação da praça.
Os agentes avançaram violentamente contra os manifestantes depois de a polícia ter informado que o limite máximo de 600 pessoas reunidas tinha sido ultrapassado, o que tornava a manifestação ilegal.
O discurso de Netanyahu foi criticado por membros da oposição, como o seu líder, Yair Lapid, que afirmou que o primeiro-ministro israelita “continua a incitar à violência em tempos de guerra”.
“Enquanto se continua a procurar sobreviventes entre os escombros de Haifa, a única coisa que Netanyahu consegue fazer para sair do aperto são as tentativas de dividir o povo e incitar [a população] contra os juízes”, considerou Lapid numa mensagem na rede social X.
לא יאומן!!!! נתניהו ממשיך להסית בזמן מלחמה!!!
בשעה שעדיין מחפשים ניצולים בין ההריסות בחיפה, הדבר היחיד שמוציא את נתניהו מהבור זה הנסיונות לפלג את העם ולהסית נגד שופטים.
אם אתם רוצים לדעת עד איפה מגיעים השקרים, תסתכלו על התמונה המצורפת. היא צולמה עכשיו בעצרת בבני ברק. מעניין… https://t.co/TwJtoyZ2J3 pic.twitter.com/53g6ZHSjWo
— יאיר לפיד – Yair Lapid (@yairlapid) April 5, 2026
Se o primeiro-ministro “é tão contra as manifestações, por que não condenou os ultraortodoxos evasivos que se manifestaram esta manhã contra o recrutamento nas Forças de Defesa de Israel?”, interrogou ainda.
Por seu lado, o líder da coligação Azul e Branco-Nacional, Benny Gantz, dirigiu-se ao chefe do Governo pedindo-lhe que pare de “semear desânimo e divisão”, sublinhando que a guerra em que “todo” o país está envolvido “é contra o Irão”, não “contra o Supremo Tribunal de Justiça”, que “tomou uma decisão de acordo com as diretrizes do Comando da Frente Interna”.
Finalmente, o líder do partido “Os Democratas”, Yair Golan, considerou que Netanyahu está “em pânico” porque a guerra “ficou fora de controlo em todos os aspetos”, bem como porque “as sondagens não mostram sinais de recuperação” a poucos meses das eleições previstas para o outono de 2026, afirmou nas redes sociais.