Acompanhe o nosso liveblog sobre as tensões internacionais
A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou esta segunda-feira que, desde 28 de fevereiro, foram registados 92 ataques contra instalações de saúde, veículos e pessoal médico no Líbano, provocando um total de 53 mortos e 137 feridos.
“Esses atos não se podem tornar a nova normalidade”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sua conta na rede social X, após denunciar o ataque mais recente, ocorrido próximo ao Hospital Universitário Rafik Hariri, o maior centro médico público do Líbano, que provocou quatro mortos e 39 feridos.
Today, a strike just 100 meters from Rafik Hariri University Hospital, Lebanon's largest public medical facility, caused major damage to a nearby residential area. It killed 4 people and injured 39. The hospital sustained no damage.
Between 28 and 31 March, @WHO verified 11… pic.twitter.com/jymPxRYeGd
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) April 5, 2026
A OMS alertou que, no final de março, a média era de dois ataques por dia, com cinco casos apenas no dia 28 de março, afetando instalações em Kfar Tibnit, Ghandouriyeh, Zawtar Al Gharbiyeh, Kfar Dajal e Jezzine, num total de nove pessoas mortas.
“À medida que Israel expande suas operações militares, apelo a todas as partes para que cumpram suas responsabilidades perante o direito internacional humanitário e garantam a proteção das instalações de saúde, dos profissionais de saúde e dos pacientes”, apelou o diretor-geral da OMS.