Uma mulher que escreveu um livro infantil para ajudar os filhos a enfrentar o luto após a morte do marido foi condenada a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional depois de ter sido considerada culpada pelo assassinato do marido. A sentença da justiça norte-americana foi conhecida esta quarta-feira, noticia a BBC.
Kouri Richins, do Utah, foi considerada culpada do homicídio do marido em 2022, que foi envenenado com uma bebida com fentanil. Richins, de 36 anos, tinha acumulado milhões de dólares em dívidas, feito seguros de vida em nome do marido e mantinha um caso extraconjugal, segundo referiu a acusação durante o julgamento que começou em fevereiro.
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Esta quarta-feira, na leitura da sentença, o juiz Richard Mrazi disse: “Uma pessoa condenada por estes crimes é simplesmente demasiado perigosa para ser libertada”. A mãe de três filhos, que não testemunhou durante o julgamento, falou durante cerca de 30 minutos, dirigindo-se sobretudo aos filhos. “Sei que hoje não querem falar comigo e odeiam-me. Está tudo bem. Quando estiverem prontos, estarei aqui para vocês”, disse.
Richins foi também considerada culpada de fraude por ter recebido indevidamente benefícios do seguro após a morte do marido. Durante o julgamento, a acusação afirmou que a acusada acreditava que herdaria um património de mais de 4 milhões de dólares após a morte do marido. Segundo a acusação, Richins planeava um futuro com um homem com quem tinha um caso. A mulher foi também considerada culpada de tentativa de homicídio por um incidente anterior, num episódio em que envenenou a sanduíche do marido.
Richins foi detida em março de 2023, dois meses depois de ter publicado o livro infantil Are You With Me?, que, segundo a própria, foi criado para ajudar pessoas — incluindo os seus três filhos — a lidar com a morte de um ente querido. O livro foi dedicado ao falecido marido. “Escrevemos este livro e esperamos que traga algum conforto não só à nossa família, obviamente, mas também a outras famílias que estejam a passar pela mesma situação”, disse numa entrevista à rádio KPCW numa entrevista que deu antes da detenção.