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Ucrânia, Médio Oriente e orçamentos de Defesa dos Estados-membros da NATO vão dominar o encontro de chefes da diplomacia da organização, na quinta e sexta-feira, em Helsingborg, no sul da Suécia.

A reunião, que vai servir também para preparar a cimeira da NATO em Ancara, em julho, vai ser a primeira da Aliança Atlântica na recém-admitida Suécia.

“Os valores que cada país tem investido [em defesa] serão objeto de comparação quando nos encontrarmos em Helsingborg e em Ancara”, disse na segunda-feira o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, numa conferência de imprensa em Estocolmo.

O foco nesta questão mostra a pressão crescente sobre países como Portugal, que em 2025 gastou 2% do produto interno bruto (PIB) em defesa, longe da meta dos 5% estabelecida pela Aliança, apesar do aumento histórico face a anos anteriores.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, vai participar na reunião de Helsingborg.

Uma das grandes incertezas tem sido a participação dos Estados Unidos, na figura do secretário de Estado, Marco Rubio.

A imprensa sueca noticiou na segunda-feira que Rubio estava a preparar a viagem, mas o Governo sueco não quis confirmar a presença norte-americana.

A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros vai ser antecedida, na quinta-feira, por um encontro bilateral, entre o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e Ulf Kristersson com foco na “defesa total” sueca, uma estratégia que o país desenvolve deste a guerra fria e que inclui defesa militar em coordenação com defesa civil, como forma de preparação para um cenário de guerra.

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Antes da reunião de quinta e sexta-feira, a ministra da Defesa sueca, Maria Malmer Stenergard, recebe o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, de visita a Kristianstad na quarta-feira.

Ao final da tarde de quinta-feira, começa o programa oficial, com a recepção dos chefes da diplomacia pelas 17h15 (16h15 em Lisboa), seguido de jantar para os membros do Conselho NATO-Ucrânia, em que Stenergard vai ser a anfitriã.

Também os reis da Suécia, Carlos XVI Gustavo e Sílvia, marcam presença no jantar.

Na sexta-feira, os ministros dos negócios estrangeiros reúnem-se durante a manhã, pelas 9h00 de Lisboa.

Helsingborg, no sul da Suécia, foi escolhida pela localização estratégica. A cidade fica junto ao estreito de Oressunde, que a liga a outro membro da aliança, a Dinamarca, à entrada para o mar Báltico, fazendo deste um ponto importante na integração sueca na NATO.

Várias manifestações contra a realização do encontro decorreram já e estão previstas pelo menos duas para sexta-feira, reflectindo o ainda significativo sentimento anti-NATO no país nórdico.

É a primeira vez que Suécia recebe um encontro da NATO, desde que se juntou ao bloco em 2024, cerca de um ano depois da vizinha Finlândia. Para esta cimeira são esperados cerca de 1.000 participantes, entre delegações de países-membros, especialistas em segurança e imprensa.