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O Presidente russo, Vladimir Putin, considerou esta terça-feira que a aliança entre Moscovo e Pequim contribui para a estabilidade internacional sem ser dirigida contra nenhum país, pouco antes de iniciar uma visita oficial à China.
“A estreita aliança estratégica sino-russa desempenha um papel importante e estabilizador no cenário mundial“, disse Putin numa mensagem divulgada pela agência de notícias russa Interfax a propósito da deslocação de dois dias a Pequim. “Não estamos em confronto com ninguém, mas trabalhamos pela paz e pela prosperidade universal”, afirmou, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).
Putin é esperado esta terça-feira em Pequim, onde se vai reunir com o Presidente chinês, Xi Jinping, apenas quatro dias depois da visita à China do homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump. As guerras dos Estados Unidos e Israel contra o Irão e da Rússia contra a Ucrânia deverão ser abordadas por Xi e Putin, que tem mantido relações próximas com o líder chinês.
“Moscovo e Pequim trabalham neste espírito de forma coordenada para defender o Direito Internacional e as cláusulas da Carta das Nações Unidas”, afirmou Putin na mensagem divulgadas antes de chegar a Pequim. O líder russo, no poder desde 2000, descreveu o papel da Rússia e da China como “uma contribuição significativa para resolver problemas importantes a nível global e regional”.
“Confio que, juntos, continuaremos a fazer todo o possível para aprofundar a parceria sino-russa e as relações de boa vizinhança em prol do desenvolvimento dinâmico dos nossos dois países e do bem-estar dos nossos povos, no interesse de manter a segurança e a estabilidade mundiais”, acrescentou. O porta-voz do Kremlin (presidência), Dmitri Peskov, admitiu na segunda-feira que Moscovo tem “grandes expectativas” face à visita de Putin à China.
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