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Cinco minutos foram suficientes para Mark Zuckerberg fazer mudanças no seu império e, ao mesmo tempo, agradar à nova administração norte-americana. De olhos fixos na câmara, o fundador e CEO da gigante que controla as maiores redes sociais do mundo anunciou em vídeo uma mudança na moderação de conteúdos — o fim do programa de verificação de factos, a começar pelos EUA. A publicação do vídeo aconteceu a apenas 13 dias da tomada de posse de Donald Trump.
“É altura de voltarmos às nossas origens na liberdade de expressão no Facebook e Instagram”, declarou. “Comecei a criar redes sociais para dar uma voz às pessoas”, reconhecendo as mudanças grandes nos últimos sete anos: “O debate sobre o potencial perigo de conteúdos online” ou as tentativas de “governos e media tradicionais para censurar” as redes sociais. O tema “é claramente político”, assumiu o fundador e CEO, ao mesmo tempo que reconhecia existir conteúdos realmente perigosos, como drogas, terrorismo, exploração infantil. “Construímos sistemas complexos para moderar os conteúdos”. Só que “os sistemas complexos cometem erros. E mesmo que o erro só aconteça em 1% dos posts são milhões de pessoas. E chegámos ao ponto em que há demasiados erros e muita censura”, admitiu.
Por isso, o Facebook anunciou a substituição dos programas de verificação de factos, assegurados por terceiros, por notas da comunidade, à semelhança do que faz a rede de Musk, o X (ex-Twitter), e a simplificação das políticas de conteúdo, removendo restrições em temas como imigração e género — o que pretendeu ser uma política de inclusão tornou-se, segundo o dono da Meta, numa forma de calar opiniões e de silenciar pessoas com ideias diferentes e “foi longe demais”. O anúncio de Zuckerberg colocou a tónica no fim ao que diz ser a censura nas redes sociais, “restabelecendo a liberdade de expressão nas nossas plataformas”.
O que são as notas de comunidade?
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Na explicação da tecnológica, as community notes, na versão em inglês, são “um programa que dá poder” à comunidade de utilizadores do Facebook e Instagram e que “disponibilizam mais contexto sobre conteúdo, escrito e classificado pelas pessoas”. E, como no vídeo do CEO da Meta, é repetido que será seguido o modelo iniciado pelo X. “Tal como no X, as notas da comunidade vão precisar de um acordo entre pessoas com várias perspetivas”, ou seja, terá de existir consenso, para evitar possíveis enviesamentos.
“Queremos ser transparentes sobre como os pontos de vista diferentes informaram as notas apresentadas nas nossas aplicações”, detalhou a Meta, acrescentando que ainda “está a trabalhar na forma certa de apresentar esta informação”.
Dias depois desse vídeo, o CEO da Meta, numa entrevista a Joe Rogan num dos podcasts mais ouvidos do mundo, falou sobre a falta de “energia masculina” na cultura empresarial e sobre como a (ainda) administração Biden/Harris terá pressionado a Meta a eliminar certos conteúdos. Classificou também o processo de fact-checking como “algo saído do 1984 [livro de George Orwell]”. Também decidiu cortar nas políticas de diversidade e inclusão da Meta e nomeou novos membros para o conselho de administração, como Dana White, presidente e CEO da Ultimate Fighting Championship, mais uma figura na órbita de Trump.
Antes de tudo isto, já tinha dado sinais de uma tentativa de aproximação a Donald Trump (que há um ano voltou a ter contas ativas no Facebook e no Instagram, depois de terem sido suspensas no seguimento dos acontecimentos no Capitólio em 2021) desde a vitória nas eleições, tal como outros fundadores de big tech, como Jeff Bezos, da Amazon.
Zuckerberg foi recebido por Trump na sua propriedade em Mar-a-Lago, na Florida, doou um milhão de dólares para o comité da tomada de posse Trump/Vance e assumiu o papel de co-anfitrião de uma gala para celebrar a tomada de posse. Nesta cerimónia, Zuckerger tem um lugar de destaque juntamente com Elon Musk e Jeff Bezos, os três homens mais ricos do mundo.
Elon Musk, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg juntos na tomada de posse de Trump
As movimentações de Zuckerberg deram nas vistas. Até porque, nos mais de vinte anos como CEO do Facebook, agora Meta, o empresário adotou uma postura cautelosa no campo político. Fez donativos discretos e não apoiou publicamente candidatos, preferindo manter uma relação cordial, à semelhança dos líderes de outras big tech para não pôr em xeque os interesses das suas empresas. Agora, a imprensa norte-americana fala da MAGA-fication da Meta, num jogo de palavras com MAGA, o slogan “Make America Great Again” de Trump, ou na X-fication, a aproximação à rede de Musk, X.
A Meta não é, no entanto, caso isolado. Correm ventos de mudança em Silicon Valley, reconhecem alguns especialistas, e mais empresas interessadas em apoiar Trump, também arrastadas pelo apoio de Musk ao próximo Presidente dos EUA, que, por seu lado, deu poder de influência e muito dinheiro a ganhar ao sul-africano. Segundo o Washington Post, o empresário gastou cerca de 277 milhões de dólares na campanha de Trump mas fechou o ano 200 mil milhões de dólares mais rico.
“Tentar cair nas boas graças” em tempo recorde. “Mark está a contar com Trump para se salvar”, diz denunciante
“Há períodos em que não é cool ser republicano e outros em que é”, reconhece Katie Harbath, fundadora e CEO da empresa Anchor Change e que foi diretora de políticas públicas do Facebook em Washington durante dez anos. Anos antes, foi estratega digital do Comité Republicano. “Agora é outra vez um período em que é cool.”
A empresária saiu do Facebook em 2021, mas tem mantido um olhar atento à tecnológica e às movimentações do seu CEO, de 40 anos. Reagiu com surpresa ao vídeo no qual o fundador da Meta fez a viragem.“É certamente diferente”, notando também que não é habitual ver o CEO a fazer referências diretas a rivais. “A Meta já copiou outras plataformas e fez coisas desse tipo. Mas nunca os mencionou diretamente”, adianta ao Observador.
“Acho que mencionar o X e as notas da comunidade foi mais sobre o que Trump queria ouvir, mas acho que não diminui a rivalidade entre a Meta e o X de forma alguma”, assegura. Porém “mostra a perceção de influência que as pessoas acham que Musk tem”. “E, por alguma razão, precisaram de mencioná-lo, como uma espécie de sinal para os outros de que estão a embarcar nisto e de que os apoiam.”
“Mark Zuckerberg está tanto a liderar como a seguir”, diz Harbath. “Acho que está a seguir Musk e, recentemente, David Sacks”, referindo-se ao empresário sul-africano que foi diretor de operações da PayPal, é amigo de Elon Musk e que foi o nome escolhido por Trump para ser o “czar da IA [inteligência artificial]”. Ainda que a Meta seja mais conhecida pelas redes sociais, também tem vários projetos na área da IA, incluindo o desenvolvimento de modelos de IA.
Os recados a Trump e aos seus apoiantes vão desde uma mão mais solta na moderação e o regresso do conteúdo político às redes sociais até à decisão sobre a transferência das equipas de políticas de conteúdo e revisão de publicações da Califórnia colocando a equipa de revisão de conteúdos dos Estados Unidos no Texas. Para estar em locais “em que teremos menos preocupações em que os nossos funcionários atuem de forma preconceituosa”, acrescentou Zuckerberg.
No fundo, os anúncios eram globais mas dirigidos a um público bem restrito, acredita Katie Harbath. “Está a tentar fazer de tudo e a acelerar o que é preciso para tentar cair nas boas graças” da nova administração. Pelo menos por agora, “parece estar a funcionar”, diz Harbath. Segundo o New York Times, o patrão da Meta terá percebido a necessidade de fazer mudanças após uma visita a Trump no Dia de Ação de Graças, no fim de novembro, tendo debatido o plano de ação com um grupo muito restrito de funcionários. Um processo “altamente invulgar”, notaram as fontes da empresa ao jornal norte-americano. A maioria dos 72 mil trabalhadores da empresa só ficou a par das mudanças quando foram tornadas públicas.
Frances Haugen, que em 2021 denunciou práticas do Facebook, diz ao Observador que “tudo o que Zuckerberg fez esta semana foi para agradar a uma plateia de uma pessoa”. Ao ouvir as horas de conversa do patrão da Meta com Joe Rogan, reparou na alteração no discurso. “Durante anos e anos foram muito cuidadosos a não usar a palavra censura. E, se olharmos para o anúncio do Mark, a palavra foi usada vezes sem conta.” Há cinco referências na publicação assinada por Joel Kaplan, o novo diretor de políticas globais, às palavras censura e censurado.
▲ Frances Haugen denunciou práticas do então Facebook em 2021
JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
A denunciante do Facebook acredita que o empresário esteja, acima de tudo, à procura de proteção. Nota que há vários casos judiciais que envolvem a Meta, como o processo em que 44 estados norte-americanos exigem justiça pela falta de ação da Meta na proteção de menores online. “Acho que Mark está a ver como Trump o pode salvar. Há uma série de consequências que estarão muito perto de acontecer através do sistema judicial. E ele não tem muitas hipóteses.”
“Consigo imaginar totalmente o Mark a pensar ‘ok, tenho um Presidente que já disse que me quer pôr na cadeia”, referindo-se às declarações de Trump no livro Save America, com fotografias do mandato presidencial de Trump entre 2016 e 2020. Numa das imagens surge Zuckerberg com uma legenda em tom de aviso: “passaria o resto da vida na prisão” se fizesse algo para “influenciar as eleições presidenciais de 2024”.
A imagem do livro Save America, de Donald Trump. Foto: Winning Team Publishing
“Há imensos campos em que as pessoas estão a ir atrás da Meta, lembra Haugen. Além disso, “Trump adora o concorrente direto de Zuckerberg, Elon Musk.” A whistleblower acredita que o empresário está empenhado em demonstrar “que faz parte da equipa Trump e que está disposto a fazer o que for preciso”.
A Europa e o Brasil são outra das preocupações de Zuckerberg, indica. “O Facebook pode enfrentar consequências em vários países. E já disseram que vão precisar do governo federal para os ajudar na defesa.”
Numa publicação no Threads, Zuckerberg deixou a mensagem bem clara. “[Quer] Trabalhar com o Presidente Trump para impedir que os governos estrangeiros persigam as empresas americanas pressionando-as a censurar mais. Os EUA têm as proteções constitucionais mais fortes do mundo para a liberdade de expressão e a melhor forma de nos defendermos contra a tendência de exagero do governo em matéria de censura é com o apoio do governo dos EUA”, escreveu.
Frances Haugen remata o tema dos esforços de Zuckerberg com ironia. “Se tivesse uma empresa de biliões de dólares, o que é que faria [para a proteger]?”
As dúvidas sobre o que aí vem. “O diabo está nos detalhes”
Esperar para ver. Katie Harbath, ex-diretora de políticas do Facebook, destaca não ser a primeira vez que a tecnológica “faz estas mudanças rápidas de 180 graus, que conseguem ser bastante difíceis de digerir”. Habitualmente as viragens acontecem após grandes momentos eleitorais, admite. “Mark Zuckerberg faz estas grandes calibrações e mudanças. Em 2016 implementou os programas de fact-checking, as equipas de integridade. Em 2020 foi a despromoção de política e notícias. Agora é a resposta às eleições de 2024.”
Mas, há que aguardar para se perceber como será feita a adaptação ao novo modelo. “É difícil perceber o impacto que isto vai ter, o diabo está nos detalhes.” No entanto, não se mostra surpreendida por a Meta estar a ser comedida nos detalhes sobre como vai funcionar o programa. “É um clássico da Meta. Anunciam alguma coisa e só vão perceber os pormenores mais tarde e desenvolver as coisas. mais tarde”
Contactada, a Meta não respondeu às questões sobre que formato é que estas notas vão assumir ou se existe uma data concreta para estarem disponíveis. Por agora, existe apenas uma fila de espera para os utilizadores que estejam interessados em experimentar a funcionalidade no Facebook, Instagram e Threads quando for disponbilizada.
Ben Sperry, académico sénior de políticas de inovação do International Center for Law & Economics (ICLE), junta outro tema às dúvidas sobre as novas políticas da Meta: a reação dos anunciantes. “O X tentou uma coisa diferente [com as notas de comunidade e moderação], porque parecia, na altura em que foi comprado, que havia uma procura, pelo menos de algumas pessoas, por mais discurso, menos verificação de factos, como se quiser entender. E tentou” o que a Meta agora está a seguir.
“Mas não quer dizer que fique assim. Outras redes sociais já tentaram lidar com as questões de discurso, mas a Meta não tem de responder só aos utilizadores, também tem de responder aos anunciantes.” Sperry lembra que o antigo Twitter “perdeu muitos anunciantes quando mudou as políticas de moderação”. “Possivelmente a Meta vai também perder, vamos ver. Pode ser que ainda mudem de ideias outra vez.”
Também há quem considere que as alterações na forma como se trata o discurso são “bem-vindas”, diz Sarah Oh Lam, membro sénior do norte-americano Technology Policy Institute. “É razoável que uma grande empresa mude a sua estratégia”, explica. “Tentaram o modelo com que estão a trabalhar, o de fact-checks de terceiros, e concluíram que preferem estar sob um modelo de notas de comunidade.”
Acredita também que as notas da comunidade permitirão “que mais discurso continue online em vez de censurá-lo”. “É uma vitória para a liberdade de expressão e discurso livre digital”, considera ao Observador. Até vê um cenário semelhante ao da Wikipédia, que usa “um modelo de moderadores voluntários”, movidos por “uma motivação cívica”.
Frances Haugen, a whistleblower do Facebook, tem dúvidas sobre a implementação das notas da comunidade, mas também vê algum potencial na ferramenta, especialmente “em escala”. “A parte boa de ter uma ferramenta do estilo das notas comunitárias é que será mais escalável. Por exemplo, lançar isto na América do Sul vai ser muito mais poderoso, porque agora o Facebook não quer saber [dessas regiões]. Temos de nos lembrar que, fora da Europa e dos EUA, estas ferramentas têm um papel muito, muito maior, porque não há o mesmo ecossistema de media” para aceder a informação.
▲ A Meta vai também ter menos restrições a nível de moderação de conteúdos
JOHN G. MABANGLO/EPA
Trump mostra agrado com mudanças. Associações falam em “passo atrás” no combate à desinformação
O anúncio feito pela Meta sobre o fim do programa de fact-check nos EUA pode ter sido bem recebido por Trump e aliados, com o Presidente eleito a declarar que “provavelmente” as alterações são resposta aos seus avisos.
Mas há vários grupos, como o Centre for Information Resilience, que considera a mudança “um enorme passo atrás na moderação de conteúdos numa altura em que a desinformação e o conteúdo perigoso estão a evoluir mais depressa do que nunca”.
A Global Witness, um grupo de direitos humanos, não dourou a pílula: “O anúncio de Zuckerberg é uma clara tentativa de se acomodar à administração Trump — com implicações perigosas. Estas mudanças vão ser mais perigosas para as mulheres, pessoas LGBT+, pessoas de cor, cientistas e ativistas que falam online, que já enfrentam assédio desproporcional e ataques.”
A International Fact-Checking Network (IFCN) dirigiu uma carta a Mark Zuckerberg sobre o fim do programa de verificação de factos nos EUA. O Observador, que integra o programa de fact-checking, é um dos signatários da missiva. “Disse que o programa se tornou uma ‘ferramenta para censura’ e que os ‘fact-checkers se tornaram demasiado tendenciosos politicamente e destruíram mais confiança do que criaram, especialmente nos EUA’. Isto é falso e queremos deixar isso claro, tanto para contexto atual como para registo histórico.”
A rede nota que o programa foi “consistentemente elogiado pela Meta pelo seu rigor e eficácia” e que, “há um ano, estendeu o programa à Threads”, a sua rede social (mais recente) concorrente direta da X. “A sua declaração [de Zuckerberg] sugere que os verificadores de factos foram responsáveis por censura apesar de a Meta nunca lhes ter dado a capacidade ou a autoridade para remover conteúdo ou contas. As pessoas online frequentemente acusavam e atacavam os fact-checkers por atitudes da Meta. Os seus mais recentes comentários vão, sem dúvida, alimentar essas perceções”, acusa, atirando ainda que era a Meta que decidia o que fazia com os conteúdos denunciados. E a Meta, acrescenta a carta, nunca acatou as sugestões feitas pelos verificadores de factos sobre os procedimentos a seguir. Além disso, ao longo dos anos, as informações dadas pela Meta sobre o programa foram limitadas.
É ainda temido o modelo adotado, especialmente após o caso do X. “A investigação mostra que muitas notas da comunidade nunca são apresentadas, porque dependem de um consenso político alargado em vez de critérios e provas de eficácia.” Mesmo assim, acredita “que não há razão para as notas da comunidade não poderem coexistir com a verificação de factos”.
“Esta decisão vai prejudicar os utilizadores das redes sociais que estão à procura de informação precisa e de confiança para tomar decisões sobre as suas vidas e interações com os amigos e família”, completa Angie Drobnic Holan, a diretora da da IFCN em comunicado.
Statement from IFCN Director @AngieHolan https://t.co/IEEFDuuBll
— International Fact-Checking Network (@factchecknet) January 7, 2025
Por agora, a Meta não avança se este fim do programa de verificação de factos, disponível em mais de 100 países, também chegará à União Europeia. Porém, Zuckerberg acusou a região de ter uma “censura institucionalizada”, o que, aliás, mereceu críticas de Henna Virkkunen, vice-presidente da Comissão Europeia. “Sabemos que isso não é verdade”, disse ao Politico. “Na Europa a liberdade de expressão é um dos nossos princípios fundamentais e também é respeitada e protegida no DSA [Regulamento dos Serviços Digitais da UE].”
União Europeia rejeita “categoricamente” acusações de censura feitas por Mark Zuckerberg
Ao Observador, Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europa, indica apenas por escrito que Bruxelas “tomou nota do anúncio da Meta ligado à prática de moderação de conteúdos nos EUA”, não fazendo mais comentários sobre o assunto.
Indica, apenas, que “continua a monitorizar a conformidade das obrigações das muito grandes plataformas com o DSA na União Europeia”. “No âmbito do DSA, colaborar com fact-checkers independentes pode ser uma forma eficiente de as plataformas mitigarem os riscos sistémicos resultantes dos seus serviços, enquanto respeitam completamente a liberdade de expressão”, continua Reignier. “Isto aplica-se a riscos como a divulgação de desinformação ou efeitos negativos do discurso cívico e a integridade eleitoral.” Dada a dimensão da Meta na UE, o porta-voz lembra que as plataformas “são obrigadas a fazer uma avaliação de risco e a submeter um relatório aos serviços da Comissão”. Também é recordado que a Meta assinou um Código de Conduta sobre a Desinformação.