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“A Arábia Saudita precisava de alguém como Mohammed bin Salman.” A frase não foi proferida pelos apoiantes do príncipe saudita, nem tão pouco viu a luz do dia no início da ascensão do filho pródigo do rei Salman, o atual monarca da Arábia Saudita. Foi Jamal Khashoggi, o jornalista assassinado a 2 de outubro no consulado do seu país, na Turquia, quem o disse. Em fevereiro deste ano, durante uma entrevista ao Altamar, um podcast norte-americano sobre política externa, Khashoggi dizia ter sentimentos contraditórios em relação ao príncipe. Um homem que comparou a Henrique VIII de Inglaterra, que dizia ter tendência para “disparar primeiro, perguntar depois”, mas que era também alguém que o jornalista saudita via como necessário para que o seu país saísse da estagnação, alguém que chegava “para aproveitar o momento”.

Oito meses depois, é um aliado do príncipe a ditar o fim de Khashoggi. “Tragam-me a cabeça desse cão”, terá dito, por Skype, Saud al-Qahtani, elemento destacado do núcleo chegado do príncipe bin Salman, a um dos 15 homens que detinham o jornalista no consulado em Istambul.

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