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O porta-voz militar dos rebeldes houthis, Yahya Sarea, denunciou esta segunda-feira 28 novos ataques da Arábia Saudita contra diferentes pontos do Iémen nas últimas 24 horas, no meio da escalada de tensão no país.

Num comunicado publicado na plataforma de mensagens Telegram, Sarea disse que os ataques aéreos sauditas atingiram as províncias ocidentais de Taiz, Al-Jawf e Marib, utilizando “aviões F-15 e Typhoon que descolaram das bases aéreas [sauditas] de Khamis Mushait e Taif”.

O porta-voz acrescentou que os bombardeamentos elevaram para 760 o número total de ataques aéreos desde o início da escalada de tensão entre os houthis, apoiados pelo Irão, e o Governo do Iémen reconhecido internacionalmente, apoiado pela Arábia Saudita.

Sarea não especificou os locais atingidos nestas províncias nem forneceu números de vítimas ou detalhes sobre possíveis danos causados pelos ataques aéreos denunciados.

Mas o Ministério da Saúde dos houthis disse que os ataques sauditas causaram a morte de quatro civis e ferimentos em outros quatro.

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De acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias iemenita SABA, ataques contra torres de telecomunicações em Al-Jawf, junto à fronteira com a Arábia Saudita, provocaram a morte de quatro trabalhadores e feriram outros três.

Os houthis asseguraram, sexta-feira e sábado, ter atacado com mísseis balísticos e “impacto preciso” a capital saudita, Riade, bem como instalações da maior petrolífera mundial, a Aramco, no porto de Yanbu, no Mar Vermelho e ponto-chave para a exportação do petróleo saudita perante o encerramento de Ormuz pelo Irão.

A Arábia Saudita confirmou ter intercetado e destruído um míssil lançado contra Riade, sem se referir aos alegados lançamentos houthis contra Yanbu que, a confirmarem-se, representariam o segundo ataque grave em menos de duas semanas contra as instalações do oleoduto Este-Oeste.

A 11 de setembro, Riade anunciou o encerramento do oleoduto, através do qual exportava cerca de sete milhões de barris diários de crude, após um ataque com mísseis e drones dos houthis, que terá danificado parte da infraestrutura e estações de bombagem.

Os houthis garantem que continuarão os ataques contra o vizinho do norte, bem como o bloqueio marítimo que impõem aos navios sauditas no Mar Vermelho, até que Riade cesse os ataques aéreos contra as suas posições.

Controlo da costa do Iémen no Mar Vermelho pelos houthis ameaça rota crucial para a Arábia Saudita e para o petróleo

Neste contexto, acusam a Arábia Saudita de intensificar os bombardeamentos sobre o Iémen após a ofensiva que permitiu aos insurgentes expulsar as forças do Governo da costa ocidental do país e controlar o estreito de Bab el-Mandeb, na porta sul do Mar Vermelho e vital para o comércio internacional.

No domingo, a Liga Árabe, composta por 22 países, criticou os ataques dos rebeldes contra a Arábia Saudita, considerando-os uma “escalada perigosa e inaceitável […] o que aumentaria a tensão e colocaria em perigo a segurança e a estabilidade” do Médio Oriente.