Índice

    Índice

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Por um túnel secreto. Trazido por adolescentes da República Federal Alemã (RFA) numa visita de estudo. Ou em cima de um veículo militar, à descarada. Estas foram apenas algumas das formas que os cidadãos da República Democrática Alemã (RDA) usaram para sair do país, ao longo das quase três décadas em que a Alemanha partida em duas era o exemplo vivo de uma Guerra Fria que dividia o mundo. A cidade de Berlim, então, tornou-se o maior símbolo dessa divisão, com um Muro de 155 quilómetros de comprimento a partir uma cidade e a separar dois modos de vida.

Atravessar o Muro de Berlim foi um desafio a que muitos se propuseram, mas nem todos conseguiram. Ainda hoje, 30 anos depois, não é certo quantos foram: desde os 139 apontados por alguns académicos até aos 483 estimados pelo museu do Checkpoint Charlie, o debate sobre quantos terão morrido a tentar passar o Muro ainda decorre.

Certo é que houve quem tenha sido bem sucedido. E, entre esses, há histórias dignas de filme: têm suspense, por vezes terror, quase sempre lágrimas. A diferença é que estes homens e mulheres são bem reais. E, graças ao seu engenho, à ajuda de estranhos ou com uma ponta de sorte, conseguiram mudar as suas vidas —e sobreviver para contar como foi viver dos dois lados do Muro.

Konrad Schumman. O soldado que pulou o arame farpado (1961)

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.