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Chegaram precisamente com quatro minutos de diferença, num compasso de espera habitual em eventos protocolares que envolvem ambas as equipas do Presidente da República e do primeiro-ministro. António Costa chegou na frente, às 11h55, entrou na tenda que estava reservada para aqueles cinco minutos e, findos quatro, chegou Marcelo Rebelo de Sousa. Eram 11h59. Tudo estava sincronizado. E tudo se manteve sincronizado durante as duas horas de visita à fábrica da Autoeuropa, em Palmela, que, segundo manda a “tradição”, se realiza ‘sempre’ a dois. Já tinha sido assim em 2016, voltou a ser agora. A próxima, sugere Costa, voltará a ser em 2021. Um na frente, o outro atrás, os dois lado a lado, quando convém.

A dança manteve-se sincronizada até ao fim. E eis que se deu a grande finale: António Costa avançou para o microfone, fez a declaração à imprensa que estava prevista e terminou a lançar a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa a Belém, o grande tabu que Marcelo tem mantido e que agora pareceu desfazer-se pela voz do primeiro-ministro. O trabalho foi de “equipa”, como viria a sublinhar depois o Presidente da República. E em equipa que ganha não se mexe. Ou, melhor, equipa que ganha, não é equipa que se “quebra”, como sugeriu também o Presidente da República.

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