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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Manuel Clemente, o cardeal historiador que promoveu a JMJ de Lisboa e enfrentou polémicas sobre abusos sexuais

Deu os primeiros passos na Igreja em Torres Vedras. Entrou para o seminário após concluir estudos em História e tornou-se Patriarca de Lisboa em 2013 - cargo que abandonou após polémicas sobre abusos.

Manuel Clemente foi, nos últimos anos, um dos cardeais portugueses com maior visibilidade, fruto de ter ocupado (entre 2013 e 2023) o cargo de patriarca de Lisboa (frequentemente e erradamente associado a um hipotético chefe da Igreja Católica em Portugal). Durante seis desses anos, acumulou as funções no Patriarcado com a de presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (2014 a 2020), altura em que foi, efetivamente, o principal rosto da Igreja portuguesa.

Despediu-se do Patriarcado depois da Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, da qual foi o grande promotor, mas os últimos anos acabaram por ficar marcados pela crise dos abusos sexuais de menores e pelo surgimento de várias notícias que davam conta de falhas no modo como, no passado, tinha lidado com suspeitas.

TIAGO PETINGA/LUSA

O acólito de Torres Vedras que queria ser como o padre da paróquia

Era de alva branca que o jovem Manuel Clemente — nascido em Torres Vedras a 16 de julho, Dia de Nossa Senhora do Carmo, de 1948 — dava os primeiros passos, como acólito, na igreja torreense de São Pedro. “Foi [na Igreja de São Pedro] que nasci como cristão a 15 de agosto de 1948. Venho cá todos os anos nessa data”, disse numa entrevista à Renascença.

A vocação ia surgindo vagamente e concretizou-se, mais tarde, na sacristia da igreja de São Pedro, em Torres Vedras, depois de uma missa presidida pelo padre Joaquim Maria de Sousa, figura maior do século XX naquele concelho. “Deveria ter 8 ou 9 anos, estava a ajudar à missa (nessa altura chamava-se ‘menino de coro’, não acólito) presidida pelo padre da minha paróquia, o padre Joaquim Maria de Sousa, de quem tenho tão boa recordação”, recordou numa entrevista ao diretor da Agência Ecclesia, Paulo Rocha, publicada no livro Uma Casa Aberta a Todos (Paulinas, 2013). “Lembro-me como se fosse hoje. Até me lembro do sítio na sacristia, de estar a vê-lo a tirar as vestes sacerdotais e dizer: eu quero ser como o padre Joaquim! Lembro-me perfeitamente desse momento.”

A vocação concretizou-se depois de uma missa presidida pelo padre Joaquim Maria de Sousa, figura maior do século XX em Torres Vedras. “Deveria ter 8 ou 9 anos, estava a ajudar à missa presidida pelo padre da minha paróquia, o padre Joaquim Maria de Sousa. (...) Lembro-me como se fosse hoje de estar a vê-lo a tirar as vestes sacerdotais e dizer: eu quero ser como o padre Joaquim!"

Numa entrevista divulgada pela Câmara Municipal da sua terra natal, Manuel Clemente recordou o padre Joaquim Maria de Sousa como uma “figura muito importante” da cidade, “quer no plano religioso, quer no plano social desses anos 50”. “Era alguém muito envolvido na vida da terra”, acrescentou, sobre o sacerdote que estava em Torres Vedras desde o final dos anos 30.

Sem televisão em casa durante a infância, o cardeal cresceu com o que o rodeava e isso moldou a sua perspetiva da vida. “Conhecia aquilo que via: entre a família, aquele largo onde eu brincava com os outros vizinhos, muita gente que por ali morava, e depois a igreja da Graça, da catequese, da minha vida propriamente católica ativa, a partir dos seis anos.”

A ideia de uma vida sacerdotal, iluminada pela presença do padre Joaquim, não foi contrariada pelos pais que, ainda assim, pediram alguma prudência ao jovem Manuel. “Primeiro, forma-te, depois vês!” A partir desse conselho, prosseguiu a educação normal (primeiro em Torres Vedras e depois em Lisboa) e seguiu para a Faculdade de Letras para estudar História. O seminário só chegou depois e a sugestão dos pais revelou-se sábia: o cardeal é hoje um reputado historiador e autor de uma vasta obra sobre a história da Igreja, a história de Portugal e o Catolicismo na sociedade portuguesa.

MÁRIO CRUZ/LUSA

O historiador escuteiro que acabou no seminário

Manuel Clemente descreveu os acontecimentos entre adolescência e a juventude como os “absolutamente normais para qualquer jovem estudante dos anos 60 que fosse católico e que andasse ligado à paróquia, ao escutismo, à Ação Católica, etc”. Entre a normalidade, prevaleceu a “concentração num tipo de atividades que tem a ver com a Igreja, com fé, com conversas de assuntos religiosos. E foi isso que, depois do curso universitário, me levou ao seminário. Porque também não tinha disponibilidade interior para outro tipo de vida”, contou naquela entrevista ao diretor da Agência Ecclesia. Entre essas ocupações prevaleceu a ligação ao escutismo católico, da qual se tornou um dos principais dinamizadores na região Oeste, usando com frequência a expressão “Igreja acampada” para descrever a espiritualidade típica dos escuteiros.

A apetência para o estudo da História não nasceu sem explicação, foi no seio familiar que se lançaram as bases para o que seria a formação do cardeal. “Significativamente e desde muito cedo, a dimensão histórica das coisas esteve presente. Nasci numa família com alguns parentes idosos, onde se contavam episódios pessoais que entroncavam na história nacional, desde meados do século XIX. (…) Creio que este foi um fator determinante, para que o sentido do tempo e do devir se tornasse medular no meu modo pessoal de ser e de sentir.”

Perante a “proposta marxista” e a “existencialista”, o jovem Clemente não encontrou respostas para “a questão do drama humano”. Entrou no seminário em contracorrente, num momento histórico em que “toda a gente estava a sair de lá”. "Perguntava-me muito, ainda antes de cursar Teologia, quando era aluno de História aqui na Faculdade de Letras de Lisboa, como é que, apesar de todos estes solavancos da História — que são solavancos fortes —, o Catolicismo resiste", disse.

Manuel Clemente esteve na universidade entre o final da década de 60 e o início da década de 70, num momento em que as grandes questões na Faculdade de Letras se prendiam com “saber como se haveria de criar a melhor das sociedades”, lembrou. Perante a “proposta marxista” e a “existencialista”, o jovem Clemente não encontrou em nenhuma as respostas para “a questão do drama humano”. Foi depois dessa experiência universitária que veio a ideia do seminário, iluminada ainda pela recordação daquele momento com o padre Joaquim. “Estávamos no princípio dos anos 70. Lembro-me de ter tido um primeiro contacto com o Seminário dos Olivais em 1972 e depois entrei efetivamente em 73”, contou na mesma entrevista, em que também lembrou que entrou no seminário em contracorrente, num momento histórico em que “toda a gente estava a sair de lá”.

Foi ordenado padre em junho de 1979, depois de completar o curso de Teologia. A História, para Manuel Clemente, nunca ficou no passado, e manteve-se sempre como o seu grande campo de especialização — tanto que o seu doutoramento seria em Teologia Histórica. “Na História, na investigação, nas publicações, anda-se sobretudo à volta do que é o Catolicismo em Portugal no seu sentido mais profundo. Perguntava-me muito, ainda antes de cursar Teologia, quando era aluno de História aqui na Faculdade de Letras de Lisboa, como é que, apesar de todos estes solavancos da História — que são solavancos fortes —, o Catolicismo resiste, persiste, depois parece que desapareceu, depois volta a aparecer. Estes veios profundos. Era isso que me interrogava”, contou na entrevista divulgada pela Câmara de Torres Vedras.

“Toda a minha investigação foi nesse sentido, de estudar esses veios profundos do Catolicismo português. Os movimentos, os grupos, a presença do laicado muitíssimo forte, as redes familiares — até pela minha própria experiência sei isso —, que são, no fundo, os suportes desta vivência católica, que por vezes é muito atacada na sua organização, mas que permanece nestes veios profundos. Isto é o que se chama, em termos de historiografia atual, o movimento católico. E os meus estudos de História são quase todos sobre isso”, acrescentou Manuel Clemente.

Já como padre, teve uma breve experiência paroquial, como coadjutor das paróquias de Torres Vedras e Runa. Mas, logo no ano seguinte, em 1980, o chamamento da vida académica prevaleceu. Durante 25 anos, a sua vida centrou-se no Seminário dos Olivais, o principal seminário do patriarcado de Lisboa, de que foi prefeito, vice-reitor e reitor. Além de formador no seminário, foi professor de História da Igreja na Universidade Católica entre 1975 e 2013 — mesmo já como bispo —, além de ter, paralelamente, exercido várias funções como assistente de movimentos e grupos (mantendo-se sempre ligado ao escutismo católico).

NUNO FOX/LUSA

De bispo auxiliar a cardeal entre Porto e Lisboa

Após duas décadas como sacerdote, Manuel Clemente foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa em novembro de 1999 e ordenado em janeiro do ano seguinte — para auxiliar José Policarpo, que se tinha tornado patriarca de Lisboa recentemente. Viveu sete anos na capital, até fazer as malas para a Sé do Porto, depois de ser nomeado, pelo Papa Bento XVI, bispo da diocese portuense. Fez o trajeto inverso em 2013, quando foi nomeado patriarca de Lisboa pelo Papa Francisco. Seguindo a tradição, foi elevado a cardeal em fevereiro de 2015, pelo que o conclave para decidir o sucessor do Sumo Pontífice argentino será o primeiro em que irá participar. Em 2023, depois de completar 75 anos de idade, renunciou ao cargo de patriarca de Lisboa, sendo desde então patriarca emérito.

Apesar de ser considerado, no contexto da Igreja Católica portuguesa, um “conservador moderado e um homem profundamente espiritual”, Manuel Clemente foi sempre um bispo particularmente alinhado com as ideias do Papa Francisco. “Nós estamos numa grande mudança de civilização e de cultura, que vai gerar outro tipo de organização da vida e de partilha de ideias, na qual nos temos de manter como comunidade cristã”, dizia em 2013.

Como patriarca de Lisboa, Manuel Clemente dinamizou o Sínodo Diocesano, um processo sinodal lançado em 2014 e concluído em 2016 com a produção de uma constituição sinodal — que foi aplicada nos anos seguintes —, e liderou a candidatura da capital portuguesa à organização da Jornada Mundial da Juventude, inicialmente marcada para 2022 e adiada para 2023 devido à pandemia de Covid-19.

Além do sínodo e da JMJ, que foi o grande momento que marcou o final do tempo de Manuel Clemente como patriarca de Lisboa, o período em que Clemente liderou o Patriarcado ficou marcado pela crise dos abusos sexuais de menores no contexto da Igreja. Como presidente da Conferência Episcopal, representou os bispos portugueses na cimeira organizada pelo Papa Francisco em fevereiro de 2019 para discutir a resposta à crise dos abusos. Apenas dois meses depois tomou a opção pioneira de criar uma comissão diocesana de proteção de menores — ainda antes de o Papa Francisco ter obrigado todos os bispos do mundo a fazer o mesmo.

Da comissão faziam parte, entre outros elementos, o antigo Procurador-Geral da República Souto de Moura, o antigo diretor da Polícia Judiciária José Alberto Campos Braz, o antigo diretor nacional da PSP Francisco Oliveira Pereira, o pedopsiquiatra Pedro Strecht (que viria mais tarde a liderar uma comissão independente para investigar a realidade dos abusos em Portugal) e a psicóloga Rute Agulhas (hoje a principal responsável pela resposta da Igreja às vítimas de abusos).

Contudo, apesar de ter sido um dos bispos portugueses visivelmente mais empenhados no combate aos abusos na Igreja Católica, o último ano de Manuel Clemente como patriarca de Lisboa acabaria por ficar marcado por uma sucessão de notícias negativas.

LUSA

Casos de abusos sexuais marcam fim da liderança do patriarcado de Lisboa

No final de julho de 2022, o Observador revelou que Manuel Clemente, já na qualidade de patriarca de Lisboa, se tinha reunido com uma vítima de abusos e escutado a sua história, mas que depois não fez nada em relação ao sacerdote apontado como o autor dos abusos, mantendo-o em funções de capelania e sabendo que continuava à frente de uma associação paralela onde contactava com crianças e jovens. Na altura, o patriarcado de Lisboa confirmou o encontro de Manuel Clemente com a vítima, mas justificou que a própria vítima “não quis divulgar o caso, mas sim que não se voltasse a repetir” — e que a Igreja não tinha recebido “qualquer outra queixa ou observação de desapreço” sobre o padre.

A polémica obrigou o patriarca a esclarecer a situação, através da publicação de uma carta aberta, na qual explicou que o caso tinha sido tratado pelo seu antecessor, José Policarpo, na década de 1990, segundo a prática da altura, que o padre suspeito foi sempre acompanhado e que não considerou que a conversa que teve com a vítima em 2019 representava uma nova denúncia — pelo que não fez nada com a informação. Ainda assim, admitiu que “este e outros casos do conhecimento público e que foram tratados no passado não correspondem aos padrões e recomendações que hoje todos queremos ver implementados”.

Os últimos anos do patriarcado de Manuel Clemente ficaram marcados por várias notícias sobre casos de abusos sexuais. Questionado sobre se essas controvérsias tinham motivado o pedido de renúncia, garantiu que “não diretamente”.

A carta não encerrou a polémica, que viria a ressuscitar com outra notícia, avançada um mês depois pela RTP. De acordo com o canal público, Manuel Clemente terá mesmo protegido um padre suspeito de abusos em 2003, quando era ainda bispo auxiliar de Lisboa. Em causa estava o caso do padre Inácio Belo, que tinha sido denunciado por várias situações de abuso alegadamente ocorridas durante a década de 1990 na zona Oeste. O caso foi reportado em 1997 ao anterior patriarca, José Policarpo, que optou por mudar o padre para uma paróquia da cidade de Lisboa — onde voltaram a surgir denúncias, no contexto do grupo de escuteiros. Em 2003, um grupo de chefes de escuteiros da direção do agrupamento foi, então, falar com Manuel Clemente, à época bispo auxiliar e reitor do seminário dos Olivais. Contudo, de acordo com duas testemunhas que falaram sob anonimato à RTP, Clemente terá afastado os chefes de escuteiros, dizendo-lhes que para bem do escutismo e da Igreja teriam de se afastar, rezar pelo padre e acabar com a “confrontação”.

Alguns dias depois da emissão da reportagem, nova reação. O patriarcado de Lisboa veio a público dizer que Manuel Clemente só tinha tido conhecimento do caso do padre Inácio em 2013, quando decorreu uma investigação canónica ao assunto (que foi levantado, na altura, por um conjunto de denúncias da então provedora da Casa Pia, Catalina Pestana, na sequência do escândalo público provocado pelo caso do padre do seminário do Fundão). Antes disso, no período que Manuel Clemente passou no Porto, o caso até tinha passado pela justiça civil e acabara arquivado por prescrição — e o padre tinha sido enviado para o Algarve. Sobre a conversa com os chefes de escuteiros noticiada pela RTP, Clemente não chegou a dar qualquer informação.

Nesse verão de 2022, marcado pelas controvérsias, Manuel Clemente viajou até Roma para se reunir com o Papa Francisco. Na altura, chegou a ser noticiado que o cardeal patriarca tinha colocado o seu lugar à disposição, mas rapidamente se tornou claro que Clemente manteria o posto até depois da JMJ.

Recentemente, numa entrevista à Agência Ecclesia a propósito dos seus 75 anos de idade, disse que apresentou o seu pedido de renúncia ao Papa depois do falecimento do bispo auxiliar Daniel Batalha Henriques, um acontecimento que deixou o patriarcado de Lisboa praticamente sem bispos para o futuro próximo. Questionado sobre se as questões em torno dos abusos tinham motivado o pedido de renúncia, Clemente garantiu que “não diretamente”.

epa10770046 The Cardinal Patriarch of Lisbon Manuel Clemente leads a mass for the volunteers ahead of World Youth Day 2023, in Estoril, Portugal, 26 July 2023.The Pontiff will be in Portugal on the occasion of World Youth Day (WYD), one of the main events of the Church that gathers the Pope with youngsters from around the world, which will take place from 01 to 06 August.  EPA/JOSE SENA GOULAO

JOSE SENA GOULAO/EPA

O caixeiro-viajante com vontade de escrever

Este ano, quando completa 25 anos como bispo, falou à Renascença e reconheceu a crise dos abusos sexuais como um dos momentos mais difíceis para a Igreja portuguesa. “Era uma realidade que se tinha de enfrentar”, afirmou, admitindo que “nem sempre tudo foi como poderia ter sido”.

Em agosto de 2023, foi Manuel Clemente quem presidiu à missa de abertura da Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, acolhendo o Papa Francisco para a primeira edição portuguesa do maior acontecimento da Igreja Católica a nível global. Poucos dias depois da JMJ, o Papa Francisco anunciou que o bispo Rui Valério seria o sucessor de Clemente no patriarcado de Lisboa. A partir desse momento, Manuel Clemente, hoje com 76 anos, passou a ser patriarca emérito, embora mantenha o direito de voto no conclave até completar 80 anos de idade.

Findado o patriarcado, tinha intenções de dedicar-se aos estudos e à escrita, mas Deus tinha reservado outros planos. "Tornei-me caixeiro-viajante. (...) Respondo a pedidos que me fazem de todo o lado, para encontros, retiros, recoleções, conferências. Onde me pedem e eu possa ir, vou respondendo".

Na entrevista à Renascença afirmou que a sua intenção, uma vez abandonada a liderança do patriarcado, era dedicar-se aos estudos, mas não tem tido sucesso nesse objetivo. “Até ao verão de 2023, tinha um estabelecimento que era a diocese de Lisboa. Daí para cá, tornei-me caixeiro-viajante. (…) Respondo a pedidos que me fazem de todo o lado, para encontros, retiros, recoleções, conferências. Onde me pedem e eu possa ir, vou respondendo”, disse.

Manuel Clemente expressou, também à Renascença ainda a ideia de regressar à escrita, com foco nos seus quase 80 anos de vida: “Não é de maneira nenhuma uma autobiografia, mas gostava de arrumar, sistematizar e a partir daí a fazer uma interligação de assuntos, de coisas onde, de uma maneira ou outra, estive desde os anos 60. Tenho dossiês e dossiês de correspondência recebida. (…) A ideia seria perceber como é que essas coisas passaram por mim e eu passei por elas”.

Ao saber da morte de Francisco, o patriarca emérito destacou citado pela agência Ecclesia que o Papa “colocou-nos constantemente nas fronteiras do Evangelho, ou seja, naquelas fronteiras que, muitas vezes, são descuidadas por nós, dos mais pobres, dos conflitos que nunca acabam, de tudo aquilo que são tristezas de muita gente”.

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