Chegou ao Porto, saído da escola secundária Pedro Nunes, em Lisboa, muito antes dos jornalistas que acompanham a sua caravana, que é como quem diz: no seu próprio carro. Foi direto ao hotel, sem parar, para ainda conseguir comer alguma coisa antes da 12.ª entrevista que deu em um mês e 13 dias — tem tudo contabilizado. Está “um bocadinho” cansado, mas antes de se deitar e a três dias das eleições, ainda falou com o Observador sobre o que aí vem. No curto e médio prazo.

No terreno só fez meia campanha, começou quando os adversário já levavam seis dias de avanço. Pegou no seu carro e foi conduzindo até cada um dos locais que foi contactando de véspera para marcar um saltinho eleitoral. “Sem estrutura”, repete: “Sou eu que faço os contactos e os programas e até vou dizendo a agenda à comunicação social. É um trabalho louco, louco”. Não tanto como os tempos que aí vêm, com uma pandemia a pressionar até as suas presidenciais, um Governo que sofrerá “críticas inevitáveis”, uma direita que não se sabe se terá força para alternativa sem ser “nos termos que o Chega quer”, apoios europeus à recuperação que “têm de ser recalculados” e legislativas em 2023 — bom, este nem seria um problema, já que queria dizer que não tinha havido necessidade de as antecipar, mas a verdade é que Marcelo só não as espera antes das autárquicas. Que las hay, las hay.

O próximo domingo

Medos: a abstenção, a pandemia, a abstenção, a segunda volta e a abstenção

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