1246,2kWh poupados 1246,2 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

É de Noiserv, nome artístico de David Santos, a banda sonora original do primeiro podcast narrativo do Observador, "O Sargento na Cela 7"
i

▲É de Noiserv, nome artístico de David Santos, a banda sonora original do primeiro podcast narrativo do Observador, "O Sargento na Cela 7"

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

▲É de Noiserv, nome artístico de David Santos, a banda sonora original do primeiro podcast narrativo do Observador, "O Sargento na Cela 7"

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Noiserv, o "homem-orquestra" que compôs a banda sonora de "O Sargento na Cela 7" (sem recorrer a piaçabas, só instrumentos convencionais)

Capaz de criar música a partir de tudo (piaçabas incluídos), Noiserv toca, canta e, desde 2021, também escreve. É dele a banda sonora original do novo podcast "O Sargento na Cela 7".

A provocação foi feita por João Quadros, agarrado a um piaçaba, durante um dos diretos noturnos de Instagram com que Bruno Nogueira se manteve (e a milhares de portugueses) entretido e à tona durante a pandemia. Tinha a certeza de que, se estivesse ali, Noiserv ia fazer música com ele, gracejou o humorista, a espicaçar o “homem-orquestra”, que tanto toca piano e guitarra, como faz melodias a partir de brinquedos de plástico, relógios, máquinas fotográficas, portas ou fechos de malas.

E Noiserv, que dias antes até tinha entrado num dos diretos de “Como é que o Bicho Mexe”, “mas só a conversar”, voltou a entrar, não apenas com um, mas com três piaçabas, a tocar e a cantar “O Bicho”, de Iran Costa, numa performance que quase fez Bruno Nogueira chorar — de tanto rir.

▲ "O Sargento na Cela 7" é uma série em seis episódios para ouvir todas as semanas no Observador e em todas as plataformas de podcasts

[Pode ouvir aqui o quarto episódio da série em podcast “O Sargento na Cela 7”. E ouça aqui o primeiro episódio, aqui o segundo episódio e aqui o terceiro episódio. É a história de António Lobato, o português que mais tempo esteve preso na guerra em África, com narração de Pêpê Rapazote, banda sonora original de Noiserv, guião de Tânia Pereirinha e João Santos Duarte e sonoplastia de Diogo Casinha]

Ao longo dos quase vinte anos que tem de carreira, já lhe chamaram de tudo: “homem-orquestra”, “banda de um homem só”, “homem dos sete (ou mais) instrumentos”. No estúdio que comprou há uns anos na zona de Santa Apolónia, em Lisboa, rodeado por dezenas de cartazes dos concertos que tem dado em Portugal e na Europa — e com vista para um dos famosos piaçabas musicais de “Como é que o Bicho Mexe”, um de entre as largas centenas de objetos e instrumentos que ali tem em exposição — quem fala agora é David Santos, o nome real de Noiserv, o autor da banda sonora original de “O Sargento na Cela Sete”, o novo podcast do Observador.

E fala sobre os tempos em que não sonhava sequer que Noiserv pudesse alguma vez existir. Fosse com esse ou com qualquer outro nome: na fase em que começou, e em que ainda morava com os pais, uma semana com um, a seguinte com o outro, David chegou a rabiscar num papel várias opções de nome artístico, como “Version 0.0”, “Reticências” ou “…”.

“O nome do projeto podia ser o meu, mas eu vinha da escola do grunge, as músicas que ouvia estavam sempre associadas a um nome que não era de pessoa — não era a banda do Kurt Cobain, eram os Nirvana —, portanto Noiserv veio daí. E no início até era Noiserv 0.0. Achei que era capaz de ser giro, porque tinha uma cena de ‘noise [barulho], que era a antítese do que eu estava a fazer, que era só voz e guitarra”
Noiserv

Noiserv acabou por ser um acaso, que aconteceu quando virou a lista de potenciais nomes ao contrário e experimentou, em “Version 0.0”, trocar o “E” pelo “R”. Era a fase em que andava às voltas com a ideia de se apresentar como uma espécie de “versão” de si mesmo, mas em inglês, a língua em que, nos primeiros tempos, cantou em exclusivo, explica. “Se leres Noiserv ao contrário e trocares o ‘E’ pelo ‘R’ dá ‘Version’.”

À data do raciocínio, em 2005, andava no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, a estudar Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, e tinha uma banda com colegas, os “His Sad Quote”. “Havia três ou quatro músicas, de guitarra acústica, que eu fazia em casa e que nós não ensaiávamos. Gravei essas músicas, e na época havia um concurso de bandas, que era o Termómetro Unplugged, e eu pensei que era capaz de ser giro mandar”, recorda.

Foi para participar no concurso, criado por Fernando Alvim, que David decidiu que tinha de inventar um nome alternativo. “O nome do projeto podia ser o meu, e até fazia sentido ser, mas eu vinha da escola do grunge, as músicas que ouvia estavam sempre associadas a um nome que não era de pessoa — não era a banda do Kurt Cobain, eram os Nirvana —, portanto Noiserv veio daí. E no início até era Noiserv 0.0. Achei que era capaz de ser giro, porque tinha uma cena de ‘noise [barulho], que era a antítese do que eu estava a fazer, que era só voz e guitarra”, explica, garantindo, ainda que sem grande convicção, que não pensou muito sobre o assunto. “Se calhar foi mesmo porque eu era do Técnico, aquilo era uma versão, um software beta de uma coisa qualquer, era um teste, uma experiência.”

▲ O cantor e compositor no estúdio que comprou há uns anos na zona de Santa Apolónia, em Lisboa

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Qualquer baterista desconhecido era um herói, mas viver da música era impensável

Apesar de não ter sido selecionado para passar à final, hoje é mais do que evidente que não foi apenas uma experiência. Ou terá sido, mas apenas uma das muitas que desde então pôs em marcha — e que em 2021 o levaram a transpor a barreira do som, com uma primeira incursão pela literatura, com a edição de “três-vezes-dez-elevado-a-oito-metros-por-segundo”, uma obra “sobre a velocidade a que nos vemos e sobre a inevitabilidade de poucas vezes nos encontrarmos”, detalha o artista na sua página do Bandcamp, a plataforma online criada em 2008 para ajudar artistas independentes a darem a conhecer e venderem a sua música.

Aos 40 anos, 18 passados desde que gravou o primeiro EP com as músicas que apresentou no Contagiarte, no Porto, só com voz e guitarra, David Santos consegue olhar para trás e reconhecer que os sinais estavam todos lá. Mas assegura que ter uma carreira na música nunca fez mesmo parte dos planos.

Pêpê Rapazote, o arquiteto-ator que já foi barão da droga três vezes e dá voz a “O Sargento na Cela 7”

Nem sequer quando, dois anos depois deste momento eureka, tomou a decisão de abandonar o emprego que tinha, na Siemens, para gravar o primeiro álbum de longa duração enquanto Noiserv. “Fazia parte da equipa de testes de software. Tentei ficar em part-time, mas disseram-se que não dava, porque não fazia parte da filosofia da empresa. Tinha 25 anos e vivia com os meus pais. Decidi vir-me embora”, recorda.

Sem trabalho, gravou o álbum e começou a ser chamado para dar mais e mais concertos, mas também voltou ao Técnico para fazer o mestrado. E quando o terminou candidatou-se a uma bolsa de investigação em acústica, e ficou na faculdade outros dois ou três anos. A música, “a primeira prioridade dos dias todos”, manteve-se sempre em paralelo — aliás, foi em 2010, justamente nessa altura, que gravou o segundo EP e compôs a banda sonora para “José e Pilar”, o documentário de Miguel Gonçalves Mendes, premiado em Portugal e no Brasil. Sendo que um ano antes já tinha ajudado a fundar os You Can’t Win, Charlie Brown, a banda de que ainda hoje faz parte — e que em 2023 foi uma das convidadas para compor um tema original para concorrer ao Festival da Canção.

“É fácil contar uma narrativa de começar a borbulhar cada vez mais esta cena de fascínio pela música”, concede, enquanto desfia as memórias dos CD que em miúdo comprava na histórica Carbono, com todos os trocos que conseguia amealhar (só dos Pearl Jam tem 40); ou dos três míticos concertos de Cascais dos anos 90 — Nirvana, Pearl Jam e Rage Against the Machine —, a que nem sequer foi, porque era demasiado novo, mas que viveu através dos relatos de um primo quatro ou cinco anos mais velho, que vivia em Faro, tinha uma banda e todos os Natais o transportava para esse universo.

“Nessa altura nem via como hipótese poder tocar, quanto mais viver da música. Acho que teres o sonho de poder ser músico acontece mais quando os teus pais também são músicos e consegues identificar isso como possível… Os meus ídolos musicais eram pessoas estrangeiras, nem pensava nisso”
Noiserv

Dono de um teclado Casio aos 10 anos, David Santos começou a tocar guitarra acústica aos 14, altura em que teve as primeiras aulas de música, que acabou por aguentar apenas durante um ano, não mais. “Aquilo era muito teórico e irritava-me um bocado a cena de estar a fazer as escalas, por isso saí. Tive quatro aulas de piano mas muito mais tarde, numa altura em que já tinha três discos e quis começar a acrescentar mais instrumentos.”

“A cabeça falha.” As marcas da guerra na Guiné e um código secreto à espera do resgate

Durante a adolescência, que passou de cabelo comprido e calças largas, ou a patinar na zona das docas, ou a ensaiar com bandas que nunca chegaram a ter nome nem a sair da garagem, nem lhe passava pela cabeça que hoje pudesse estar onde está.

“Nessa altura nem via como hipótese poder tocar, quanto mais viver da música. Acho que teres o sonho de poder ser músico acontece mais quando os teus pais também são músicos e consegues identificar isso como possível… Os meus ídolos musicais eram pessoas estrangeiras, nem pensava nisso”, confessa.

Depois, logo a seguir, evoca outra recordação que mostra bem o fascínio que tinha pelo meio, a do dia em que, com uns 15 anos, ficou sozinho e embasbacado a ver o baterista de uma banda que ia tocar no Liceu Dona Filipa de Lencastre, onde estudava, a descarregar o carro. “Fiquei só a olhar para ele. O gajo tinha o cabelo comprido, só de o estar a ver a montar a bateria era como se fosse um herói, achava aquilo fascinante. E nem sei que banda era, nem nunca mais ouvi falar deles.”

▲ Para a banda sonora de “O Sargento na Cela 7” Noiserv compôs três temas: o genérico e outros dois para dar som ao romance de António Lobato e Maria dos Anjos

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

O músico que toca todos os instrumentos (e se fez sozinho), sempre vestido às riscas

Agora, 25 anos depois, David Santos pode dizer que, ao contrário daquele baterista, tem o nome na história da música portuguesa e não só — ainda em 2021 viu “Uma palavra começada por N” ser nomeado para o prémio de melhor álbum europeu do ano, atribuído pela Associação de Empresas de Música Independente. De qualquer modo, é pouco provável que o faça: por mais instrumentos que toque e seja qual for a complexidade que vá acrescentando à sua performance em palco, Noiserv continua a ser o tipo perfeccionista e inseguro, com os pés bem assentes na terra, que usa camisolas às riscas em todos os espetáculos — porque a primeira vez que atuou em público era assim que estava vestido e em equipa que ganha não se troca a camisola.

Noiserv: “Se não uso roupa às riscas, tenho azar”

“Os nervos vêm do medo de falhar à frente das pessoas, e esse medo existe sempre. Acho é que existe mais confiança de que se é capaz de não ser horrível”, justifica-se. “Se algum dia eu deixar de me sentir nervoso é porque já não estou preocupado com a forma como as pessoas vão reagir ou como é que vai correr. Acho é que já consigo lidar com isso de outra forma. Por exemplo, lembro-me de muito pouco desse concerto de 2005 no Termómetro Unplugged, que foi o meu primeiro como Noiserv. Estava num transe nervoso que não há explicação. Hoje em dia não é assim, consigo chegar, perceber-me a mim próprio, perceber o que está a acontecer. E se toco uma ou outra música em que sinto que não cheguei ao sítio perfeito que aquela música merecia, começo a ficar mais inseguro.”

Porque o tipo de música que faz e o respeito que tem por quem paga para o ouvir não se coadunam com loucuras, diz que não leva uma vida rock’n’roll. “Há estilos que o permitem e em que isso até enaltece a performance e a música, mas a minha música, para correr bem, precisa que eu não seja rock’n’roll. Para estar com a voz boa tenho de ter conseguido dormir bem, tenho de ter conseguido beber muita água, tenho de fazer este ou aquele aquecimento”, vai enumerando, para garantir depois que também não toca em álcool antes de subir ao palco.

▲ O piaçaba que usou em "Como é que o Bicho Mexe" é apenas um entre as centenas de objetos e instrumentos que Noiserv tem em exibição no seu estúdio

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Essa foi uma lição que aprendeu da pior maneira, em 2006, num dia em que bebeu três cervejas ao jantar, antes de um concerto, e falhou as notas dos metalofones, os xilofones de metal que são um dos seus sons de marca. “Não estava bêbado nem sequer alegre do álcool, mas toda a euforia do jantar foi suficiente para me enganar. Lembro-me de que o meu pai, que sempre me apoiou muito, e que também teve bandas, embora nunca tenha chegado a ser músico, me deu uma espécie de descasca, disse-me ‘Se queres que isto corra bem tens de te dedicar ao máximo’, ou algo do género. Preciso de toda a concentração; já aconteceu, em concertos, cair alguma coisa ao chão e ser o suficiente para eu me enganar num loop.”

"Há estilos que o permitem e em que isso até enaltece a performance e a música, mas a minha música, para correr bem, precisa que eu não seja rock'n'roll. Para estar com a voz boa tenho de ter conseguido dormir bem, tenho de ter conseguido beber muita água, tenho de fazer este ou aquele aquecimento”
Noiserv

Descrito pelos organizadores da edição de 2015 da “Fête de l’Europe” como “um maravilhoso embaixador de uma pop onírica e de um folk imaginário”, David Santos começou a compor enquanto Noiserv na ressaca de “Ok Computer”, dos Radiohead. Mas, de álbum para álbum, fez sempre questão de abandonar terra segura — e surpreendeu quando surgiu a cantar em português, lançou um disco ao piano ou deixou de parte os metalofones e outros instrumentos ou sons mais infantis. “Mais do que um plano, é um objetivo: desafiar-me sempre a fazer alguma coisa diferente”, já tinha dito ao Observador em setembro de 2020, quando editou “Uma Palavra Começada por N”, o seu quarto álbum.

Vinte anos de OK Computer, o disco que destruiu o rock’n’roll para sempre

Tal como só teve aulas anos depois de começar a compor e tocar, também na forma como pôs o projeto Noiserv a andar David Santos foi tocando de ouvido, sempre com o objetivo de poder tocar para mais pessoas e de fazer com que mais pessoas ouvissem a música que fazia.

Para além de ter participado em tudo o que eram mostras e concursos, tratou ele próprio de gravar e duplicar os próprios discos, de mandar fazer as capas na gráfica de uns amigos da mãe da namorada que tinha na altura, e de arranjar uma distribuidora independente, que os fez chegar às grandes superfícies — isto depois de ter o primeiro EP editado apenas online, e de forma gratuita, pela efémera Merzbau.

“Fui muito insistente, muito persistente. Houve uma altura em que ainda mandei — era aquela cena do sonho americano — uma maquete com quatro músicas para a Universal e para a Sony, acho. Não sei sequer se mandei para os nomes certos e claro que nunca ninguém me respondeu, mas acho que é normal que não o tenham feito. Uma coisa em início nunca é inacreditável, a não ser que se veja ali potencial para um produto qualquer — e, claramente, isso eu não tinha”, assume.

▲ O álbum “Uma palavra começada por N” foi nomeado para o prémio de melhor álbum europeu de 2021

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Tendo em conta a longevidade do projeto, teria certamente outras características boas. “É um caminho muito longo, já são quase vinte anos, mas as coisas foram acontecendo”, reconhece o multi-instrumentista, que este ano comemora duas décadas desde que pisou um palco pela primeira vez, com os “His Sad Quote”, num parque algures entre Carcavelos e a Parede.

Voar, escrever e abraçar os antigos carcereiros. O resto da vida do piloto António Lobato, depois de 7 anos e meio em cativeiro

Nessa altura, tocava guitarra e ainda não era conhecido por fazer música com objetos inusitados, como piaçabas e instrumentos de brincar (que durante anos comprou de forma compulsiva através do eBay, sempre em busca de sonoridades novas), ou até pratos, garrafas, vassouras, estendais, peluches e sofás — no verão de 2021, meses depois do momento Noiserv em “Como é que o Bicho Mexe”, a IKEA convidou-o a criar um “Homemade Jingle”, que o artista compôs exclusivamente com os sons de móveis e produtos da marca.

Para a banda sonora que compôs agora, para o novo podcast do Observador, Noiserv manteve-se longe das gavetas dos talheres e recorreu aos instrumentos clássicos, com que costuma atuar ao vivo, como fez muito recentemente, numa temporada de seis concertos seguidos que apresentou em janeiro, no Teatro da Garagem, em Lisboa.

O acidente que parecia predestinado, os 7 anos e meio na prisão e a operação secreta para o resgatar: a história de “O Sargento na Cela 7″

Convidado a musicar a história de António Lobato, o prisioneiro de guerra português que mais tempo esteve em cativeiro, Noiserv compôs três temas: um para o genérico de “O Sargento na Cela 7” e outros dois para dar som ao romance do piloto com Maria dos Anjos, a rapariga que conheceu num baile no Carnaval de 1960 e que ainda hoje é sua mulher. Pode ouvi-los a todos aqui.

“O Sargento na Cela 7” é uma série com seis episódios para ouvir no site do Observador, na Rádio Observador e também nas habituais plataformas de podcast e no Youtube. Todas as terças-feiras é disponibilizado um novo episódio. O guião e as entrevistas são de João Santos Duarte e Tânia Pereirinha. A sonorização e pós-produção áudio são de Diogo Casinha.

Os Podcast Plus do Observador têm o apoio da Honda Automóveis.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.