Na véspera do acidente de avião que lhe mudou a vida, António Lobato, piloto aviador da Força Aérea Portuguesa, então com 24 anos, quase não dormiu. Por volta das 22h, em vez de apagar as luzes e dormir, como fazia todas as noites, sentou-se na cama e deixou-se estar, de pernas cruzadas, a conversar com a mulher, Maria dos Anjos. Durante horas, falou, falou, falou.

Naquela noite de 21 de maio de 1963, ali sentado, na casa no centro de Bissau para onde se tinham mudado a seguir ao casamento, oito meses antes, António Lobato não tinha como saber que alguma coisa lhe ia acontecer.

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