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Quando, no dia 9 de junho de 2013, num quarto de hotel em Hong Kong, se apresentou ao mundo sem voz distorcida e de cara destapada como fonte das notícias que há já quatro dias abalavam a administração Obama — e que denunciavam os atropelos do governo norte-americano à privacidade dos seus cidadãos, através de um “sistema global de vigilância massiva” —, Edward Joseph Snowden tinha 29 anos.

Durante os últimos 7 tinha sido consultor, conselheiro, analista, administrador e engenheiro de sistemas informáticos — ou, como prefere resumir, “um espião” –, ao serviço da CIA (Central Intelligence Agency) e da NSA (National Security Agency).

Há já 6 anos — quase o mesmo tempo, conclui no prefácio de Vigilância Massiva, Registo Permanente, esta terça-feira, 17 de setembro, lançado a nível mundial — que vive em exílio forçado na Rússia, país que, garante, não escolheu e onde devia ter-se limitado a fazer uma escala de 20 horas.

Ao longo de 397 páginas, Edward Snowden, hoje com 36 anos, reconstitui as suas memórias, desde o momento em que, com apenas 6, “pirateou a hora de ir dormir” e atrasou os relógios da casa inteira, até à vida atual em Moscovo, onde há dois anos casou com Lindsay Mills, a mulher que conheceu aos 22 numa espécie de site pré-Tinder chamado Hot or Not (ele deu-lhe um 10, ela retribuiu-lhe com um 8). Pelo meio, conta tudo sobre o trabalho que desenvolveu para o governo dos Estados Unidos e revela o processo por que decidiu abdicar da vida que tinha para se converter em Citizenfour

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