Tiago Mayan Gonçalves não tem dúvidas: Graça Freitas e Marta Temido não têm condições para continuar nos respetivos cargos. O candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal entende, aliás, que a “obsessão ideológica em não usar privados foi fatal para muitos portugueses” e que a “atitude negligente” do Executivo socialista e da ministra da Saúde contribuiu para a existência de milhares de mortes evitáveis. “A obsessão ideológica de Marta Temido matou pessoas”, diz.

Em entrevista à Rádio Observador, num “Sob Escuta” especial — mais um da série de entrevistas aos vários candidatos presidenciais –, Mayan Gonçalves acusa ainda Ana Gomes de ter sido conivente com os comportamentos de José Sócrates durante largos anos e de ser adepta do “nacional-porreirismo”, do “amiguismo” e do pequeno “favor”. André Ventura, outro dos seus adversários nesta corrida a Belém, não se fica a rir: para Mayan, Ventura é “xenófobo, racista” e “despreza a democracia”.

Mas as críticas a Marcelo Rebelo de Sousa, o seu “grande adversário” nestas eleições, acabam por dominar grande parte do discurso do candidato liberal. O atual Presidente da República, diz o advogado portuense, foi cúmplice de Ricardo Salgado quando todos os sinais já recomendavam um cordão higiénico. Daí para cá, já como chefe de Estado, Marcelo tem sido pouco mais do que inexistente, lamenta. “Apresentou-se como o D. Sebastião perante todos os portugueses. Mas o que andou a fazer durante cinco anos se os problemas continuam a ser os mesmos?”, pergunta.

[O essencial da entrevista de Tiago Mayan Gonçalves:]

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