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Carlos Costa é governador do Banco de Portugal desde junho de 2010, e este seu segundo mandato acaba no próximo ano, em 2020. Vítor Constâncio, o seu antecessor, liderou o regulador da banca nacional entre 2000 e 2010 (além de uma curta passagem pelo cargo nos anos 80). Apesar de um ter sucedido ao outro e de ambos terem tido crises difíceis para resolver, Costa e Constâncio viveram em “mundos” diferentes, o que torna difícil o exercício de comparação do trabalho de cada um. Mas a questão pode colocar-se: qual teve maiores contributos (positivos ou negativos) para a estabilidade financeira e, em última análise, para a saúde da economia portuguesa? Os dois vão ser ouvidos no parlamento esta semana, convocados para fazer uma viagem ao passado no âmbito da auditoria à gestão e recapitalização da Caixa Geral de Depósitos.

Na história do Banco de Portugal também há um AC e um DC, um “antes da crise” e um “depois da crise”. Pelo menos no que toca à supervisão bancária. É no AC que aconteceu o passo mais decisivo na transformação do banco central naquilo que é hoje. O euro implicou uma transferência absolutamente inédita de competências, e até de soberania financeira e macro-prudencial, para o Banco Central Europeu, retirando aos bancos centrais nacionais aquela que tinha até então sido a sua grande missão: fixar as variações cambiais e as taxas de juro.

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