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A TAP está à venda. É uma posição minoritária que o Governo está a tentar vender e isso já fez uma baixa. A IAG, dona da British Airways e Iberia, não avançou para a nova fase da privatização. Se pretendesse concorrer à TAP teria de ter apresentado uma proposta não vinculativa na passada quinta-feira, 2 de abril. Não o fez e ficaram, assim, apenas dois candidatos: Air France-KLM e Lufthansa. |
Dois gigantes europeus que vão dizendo não se importarem com a posição minoritária que o Estado está a vender. A IAG queria a maioria e, por isso, optou por não ir a jogo. Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas, garante que a venda prosseguirá, até mesmo que só fique um candidato. A Parpública tem 30 dias para emitir uma opinião para que se possa avançar para a fase de propostas vinculativas. |
Não se sabe valores nem projeto estratégico dos pretendentes à TAP que ficarão com pelo menos 44,9%, já que 5% será reservado aos trabalhadores. O SNPVAC (Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil) acusa no entanto o Governo de ter proibido os interessados de contactarem com as estruturas representativas dos trabalhadores. |
Guerra ou não guerra. Estreito de Ormuz aberto ou fechado |
Depois de Donald Trump ter ameaçado acabar com uma civilização (persa), o acordo para um cessar fogo de duas semanas chegou ao final do dia de terça-feira. O Estreito de Ormuz abriria esta quarta-feira, mas voltou a fechar sob acusações de quebra de cessar fogo. Os preços do petróleo arrancaram o dia em queda, voltando a patamares abaixo dos 100 dólares. Pode ter tido um balão de oxigénio, mas demorará o seu tempo até normalizar — mesmo admitindo que o cessar fogo é para continuar. |
Escoar o petróleo demora e há infraestruturas que precisam de reparação, como alertou a OPEP. Algum tem saído pela Arábia Saudita pelo mar vermelho, viajando pelo deserto quer pelo pipeline (que segundo o Financial Times também terá sido atacado por drones), quer por cisternas, já que o tubo que atravessa o território saudita não tem capacidade suficiente e, por isso, se estuda já a construção de novos oleodutos. |
A situação deve, assim, permanecer instável e os preços não voltarão, tão cedo, aos níveis a que estavam antes da guerra. Para já, o atenuar dos preços do petróleo poderá levar a que o Governo não precise de aumentar os descontos fiscais no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos esta semana — como já fez em quatro semanas. Os que estão em vigor chegam ao limite das taxas mínimas legalmente possíveis e, por isso, o Governo pediu ao Parlamento autorização para baixar esse nível. Mas só até 30 de junho. O ISP ainda ficará acima dos limites estabelecidos por Bruxelas que não quer ouvir falar de baixas do IVA dos combustíveis — como já fez saber a Espanha. No entanto, não se importará com uma taxação temporária sobre os lucros excessivos — como já foi feito no passado e com poucos resultados em Portugal — conforme proposto por vários ministros europeus, incluindo Miranda Sarmento. |
O vento levou telhados, mas também arrasou empresas. Dois meses depois o que o Observador viu no centro |
Marinha Grande, Praia da Vieira e Leiria/Pombal. Três regiões fortemente afetadas pelo comboio de tempestades que entrou pelo centro do país no final de janeiro. Nessa altura, o Observador verificou os estragos que o vento fez em muitas das empresas da região. Passados dois meses a jornalista Marina Ferreira voltou ao local. Os apoios públicos e até mesmo dos seguros não chegam. Os bancos demoram. Há empresa a recuperar. Mas há quem, no entanto, tenha de por ponto final no percurso empresarial. |

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A EMPRESA |
Não é todos os dias que uma empresa portuguesa consegue comprar uma rival espanhola. A Bondalti, do grupo José de Mello, garantiu, numa OPA não solicitada, a maioria do capital da Ercros, sua rival química. E cria um campeão ibérico, num setor que precisa de escala. Se juntarmos as duas grandes operações da EDP na vizinha Espanha, a compra da Ercros fica no pódio de aquisições de investidores portugueses desde 2006. |
Foram quase 300 milhões de euros e uma luta de dois anos. Entre reuniões com governos e investidores até uma mega campanha publicitária. Tudo para consolidar a Ercros na sua carteira. Porém falta agora o mais difícil — a integração. |
É com esta história de dois anos que terminamos esta semana. Obrigada por subscrever a newsletter de Economia do Observador. Regressamos na próxima quarta-feira à sua caixa de correio, mas até lá continue a seguir-nos no site e na rádio. |