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O nome “Sara Antunes de Oliveira” surgiu no ecrã do telemóvel de Inês André Figueiredo. Não será impossível, mas raramente uma diretora-adjunta liga a um jornalista às 21h30 de uma quinta-feira para conversar sobre temas agradáveis. “Podes ir para Ceuta com o João Porfírio?” |
A decisão foi arrancar ainda nessa noite para conseguir chegar o mais rápido possível. Fizeram a viagem de carro em cerca de 9 horas. Sempre a andar, sem dormir, madrugada fora. Os jornalistas do Observador foram os primeiros portugueses a chegar ao enclave espanhol em Marrocos. Passava pouco das 8 da manhã e encontraram um cenário apocalíptico, como descreveram na rádio. Milhares de pessoas à deriva, comércio e serviços de portas trancadas. Seguiram para a praia na fronteira e estacionaram atrás de uma coluna de carros de combate do exército espanhol. Foi ali que ficaram horas infindas na sexta-feira, 31 de julho de 2026. Foram testemunhas de uma tentativa de imigração de dimensão avassaladora. |
Não havia quartos nem restaurantes disponíveis em Ceuta. A nossa equipa tinha conseguido apenas uma pré-reserva para a noite de sábado. Tentaram a sorte nesse mesmo hotel, onde “suplicaram” por guarida para a noite de sexta. Uma desistência abriu uma oportunidade. Depois de um dia de diretos para a Rádio Observador e também para canais de televisão portuguesa, foi só aí que Inês André Figueiredo e João Porfírio conseguiram comer, sentar-se para escrever o primeiro especial e organizar as primeiras fotografias. Mas a longuíssima jornada ainda não tinha acabado. |
Já passava da 1 hora da manhã quando voltaram a sair do hotel. Regressaram à praia, palco do drama humano que nos tomou de assalto. Estava apenas um militar no chamado espigão fronteiriço. Nesse momento, um grupo saiu do mar deixando uma pessoa para trás. Estava extenuada, chorava, gritava, pedia ajuda. Os holofotes iluminavam o mar e a areia escura. O soldado entrou na água, estendeu-lhe o cacetete, mas o migrante não tinha forças para o agarrar. O militar acabou por entrar ainda mais no mar e puxou com os próprios braços o homem para o areal. João Porfírio registou esse momento, que viria a ser a primeira página do El País no domingo, 2 de agosto. |
O Observador publicou a fotografia ainda na noite de sexta-feira, 31 de julho. No sábado, o nosso editor de Fotografia recebeu uma chamada de um número espanhol. Do outro lado estava o homólogo do João Porfírio do El País. O jornal de referência queria publicar as nossas imagens. O nosso enviado especial a Ceuta ligou, então, ao diretor-adjunto Pedro Jorge Castro para pedir a necessária autorização. Ficaram ambos um pouco espantados por um dos maiores jornais espanhóis estar a pedir fotografias de um acontecimento em Espanha a um jornal português. Certo é que Inês André Figueiredo e João Porfírio eram os únicos jornalistas naquele local. Mais tarde, nesse sábado, Porfírio recebeu mais um SMS de Moeh Atitar, o homólogo espanhol com o link para a publicação feita pelo El País com as fotos do Observador. A mensagem trazia também um conselho para comprar o jornal de domingo. A “portada” – primeira página em espanhol – mostraria a fotografia tirada à beira-mar em grande destaque. No seu melhor castelhano, João Porfírio respondeu com um “Madre Mía”. |
Um Guia para o Eclipse |
Na contagem decrescente para o fenómeno, criámos um podcast dedicado ao eclipse de 12 de agosto. O programa passa na rádio por volta das 17h15 e vai culminar numa emissão especial na próxima quarta-feira. Vamos acompanhar na rádio e em vídeo o momento em que a penumbra cobrirá o país. No primeiro episódio explorámos a oportunidade rara que vamos ter. No segundo, destacámos os cuidados a ter com os olhos e a corrida aos óculos. O terceiro episódio foi dedicado a identificar os melhores locais para observar o eclipse. No quarto, ficámos a conhecer os umbrófilos, os caçadores do fenómeno e no quinto, os mitos, alguns dos quais ainda perduram. |
Neste interativo encontra toda a informação sobre percentagem de ocultação e horas do eclipse nas variadas regiões do país e ainda respondemos a 14 perguntas sobre o fenómeno. |
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Talvez lhe tenha escapado
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Migrações
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"Viva Espanha!”; “Muchas gracias”; “I love you”. Milhares de migrantes saem da água com bóias, pranchas e braçadeiras. O Observador está a testemunhar a crise migratória em Ceuta.
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Espanha
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Milhares que atravessaram a fronteira entre Marrocos e Espanha passaram dias sem comer. Cruz Vermelha começou a distribuir refeições na praia. Mesquita e cemitério são outros pontos de apoio.
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Migrações
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A mensagem de que a fronteira entre Espanha e Marrocos estava aberta circulou nas redes sociais durante horas. Migrantes que resistem em Ceuta garantem que vão fazer tudo para não regressar.
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Migrações
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Milhares de migrantes que ainda não regressaram tentam agora esconder-se para sair do enclave e rumar à Europa, enquanto os habitantes de Ceuta começam a sair de casa e a tentar voltar à normalidade.
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Migrações
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Os marroquinos que chegam a Ceuta celebram a conquista de uma nova vida. Mas, a escassos metros de distância, os portões da fronteira são o reflexo de que nada correu como previsto.
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Ceuta
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Sánchez visitou e prometeu aumentar exportação de gás natural da Argélia, que apoia a independência do Saara Ocidental. Marrocos, que tem o respaldo da administração Trump, não gostou do gesto.
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Migrações
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"Manipulação" de decisão do Supremo espanhol, impulsionada por falta de colaboração com Marrocos, levou 60 mil pessoas à costa espanhola. Ação de Madrid valeu críticas e ameaças dos aliados europeus.
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Política
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Mesmo com minis-crises no Governo a avolumarem-se, PS faz plano para ano político sem sobressaltos. Consciente de que o tempo político raramente segue guiões, Carneiro não quer contribuir para crise.
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Ministério Administração Interna
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Júdice pôs a correr duas auditorias a Neves para evitar acusações de opacidade. Ao mesmo tempo, acredita-se que resultados dos inquéritos vão ajudar à causa do ministro e desinsuflar balão do Chega.
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Justiça
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Foi a atual direção da PJ que pediu a auditoria aos 8 anos de liderança de Luís Neves. O ministro pode ter de pagar 2.550 euros se for condenado pelo Tribunal de Contas. E em Setembro enfrenta a CPI.
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Política
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Sul do país é o palco preferido para o pontapé de saída do novo ano político. Chega ainda sem planos para anunciar. Alexandra Leitão e Isabel Moreira participam na rentrée do Bloco de Esquerda.
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Eclipse
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Com locais totalmente lotados desde 2025, será a alguns quilómetros do centro de Bragança que o eclipse solar será total. Câmara anunciou medidas de segurança e um programa "muito diverso".
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Eclipse
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Com o eclipse de 12 de agosto a chegar, cresce a venda de óculos sem certificação. As lesões na retina podem ser permanentes e surgir horas depois.
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Municípios
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Situação é recorrente, mas este verão terá atingido maiores proporções. Moradores utilizam todos os meios ao seu alcance para impedir entrada de baratas em casa. Câmara da Maia reforça desinfestação.
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I Liga Betclic
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FC Porto fez alterações quase pontuais dentro da mesma base, Sporting mudou grande parte da base dentro de uma ideia de jogo diferente, Benfica tem três semanas para se definir dentro do que pretende.
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I Liga Betclic
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Muda a época, continuam os suspeitos do costume. FC Porto, Sporting e Benfica vão lutar pelo título em 2026/27, ano que pode ser importante para reduzir distâncias na Liga. Mas os problemas continuam.
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Futebol
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Crise migratória em Ceuta deixou expostas tensões entre Rabat e Madrid a poucos meses da decisão onde será a final do Mundial-2030. FPF segue situação mas, "até ao momento, sem qualquer preocupação".
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Festival de Locarno
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A 79ª edição de Locarno abriu com a actriz que esteve no Ticino para receber o Excellence Award. Falámos com ela sobre a nomeação para o Óscar, a paixão pela etologia e sobre como vê o cinema hoje.
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Cinema
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A grande actriz espanhola chega aos 80 anos com um novo “hurrah” no seu percurso e um papel memorável em “Calle Málaga”, novo filme da marroquina Maryam Touzani, que esta semana chega às salas.
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Cinema
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Para a cineasta marroquina, “Calle Málaga” é um belo encontro (com Carmen Maura) e um filme profundamente íntimo, inspirado na morte da mãe, na memória da avó espanhola e em Tânger, onde nasceu.
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Opinião
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Lê-se menos numa altura em que nunca tanta gente estudou; os clássicos, outrora fechados nas bibliotecas de meia dúzia de famílias, estão hoje na palma da mão, e ninguém os abre. Mas há um senão.
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Tanto quanto sei, o Estado é o único patrão em Portugal que pode alterar unilateralmente contratos estabelecidos com os seus trabalhadores.
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O caso Luís Neves coloca em causa a credibilidade das instituições e desgasta perigosamente um regime cada vez mais debilitado.
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A ideia de que podemos ter uma relação íntima com um estranho é capaz de despertar os nossos terrores mais profundos. Somos inquietados pelo medo de que nos aconteça
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