PAN

A ditadura da profunda ignorância

Autor
  • Teresa Cunha Pinto
2.732

Desconhecem por completo o mundo rural e a sua verdade. Urbanitas incultos e incoerentes que para se aproximarem do mundo rural precisam de perverter a própria natureza.

Das demagogias baratas à mais profunda ignorância: PETA e PAN. E tantos mais! Mas desta vez calhou-lhes a fava e decidiram sugerir e apoiar uma proposta daquelas, mais um tesourinho daqueles!

Sobre a proposta de substituição de expressões como “pegar o touro pelos cornos” por “pegar a flor pelos espinhos”, e depois de muitas gargalhadas como reacção, importa perceber as intenções de uma proposta assim. São ideias que começam a surpreender- nos cada vez menos porque começamos a habituar-nos à sua ignorância, à pequenez dos seus pensamentos e ao ridículo das suas teses.

Mais uma vez vêm revelar uma profunda ignorância e um profundo desconhecimento. Desconhecem por completo o mundo rural e a sua verdade. Invadem, sem qualquer tipo de vergonha, a sabedoria de quem vive a ruralidade todos os dias e esta é só mais uma das consequências que a distância entre as cidades e o campo está a provocar. Urbanitas incultos e incoerentes que para se aproximarem do mundo rural precisam de perverter a própria natureza. Esquecem-se da verdadeira maneira de a proteger: respeitar a essência, o tempo, a função e o propósito de criação.

Toda esta polémica teria sido ignorada por mim se não fosse mais um sinal da ditadura que todos os dias nos tentam impor. O espaço que este tipo de ideias ocupa na agenda cresce a passos largos, as ideias e os pensamentos invadem a internet, a televisão, os dias e, consequentemente, a mentalidade das pessoas.

Tentam moldar a sociedade à imagem e semelhança deles. Actuam em nome do bem e erguem, vaidosamente, a bandeira da salvação da humanidade, escondendo, assim, as verdadeiras intenções e os verdadeiros objectivos. Agem mascarados e camuflados e pervertem os valores, tentando construir uma realidade manipulada e totalmente contra-natura.

Atentam contra a sociedade, contra a família, contra a responsabilidade social, contra a liberdade, em suma, contra o próprio Homem. Que homens quererão para o futuro? Ditadores intolerantes e violentos, incapazes de distinguir o razoável do ridículo, perseguidores autoritários e intransigentes, incapazes de defenderem a vida humana, a liberdade humana e de preservarem o que durante tantos anos tantos lutaram para conquistar. Estão todos empenhados na construção de um Homem novo, desejosos de um mundo novo, um mundo construído e manipulado por eles, um mundo, por isso, tão pouco natural.

Não posso terminar sem lhes desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo na esperança de que este tempo traga ideias melhores e bem mais construtivas. No fim de contas é disto que o mundo precisa!

Estudante, 22 anos

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