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A pandemia fez-nos assistir a algumas coisas novas. Por exemplo, quem, depois de cinco anos, já tivesse desesperado de ver alguma dissonância entre o Presidente da República e o chefe do Governo, viu-a no mês passado, a propósito do retorno e da duração do confinamento. O Governo, com a sua “matriz”, restringia a vida dos portugueses; o Presidente discordava.

Teríamos finalmente em Portugal uma divisão política significativa por causa da epidemia? Em alguns países, aconteceu. Nos EUA, no tempo de Trump, ou no Brasil, governos e oposições usaram o coronavírus para se culparem e demonizarem mutuamente. Mesmo já sem Trump, os Democratas ainda continuam de dedo apontado aos Republicanos, acusando-os de serem contra as vacinas (em 2020, tinham-nos acusado do contrário, de apostarem tudo nas vacinas).

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