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1. O D era de Dezanove e era por aí que eu teria ido. Pelo ano novo com a sua certeza da “incerteza”, já um cliché, e um mar de dúvidas, todas más, aliás. O meu D hoje é porém imperativamente outro. É um D de Desmazelo, Desleixo, Desorganização. E vai para séculos

É certo que as aspirações e desejos de colunistas, colunáveis e tutti quanti para 2019 comovem mais, transpiram bons sentimentos, falam ao coração. Quem não se enleva com a “paz” (mesmo sabendo-se que a partir da instrução primária ninguém normalmente constituído pode evocá-la com verosimilhança) pela “felicidade” , como se ela fosse um objectivo, pela “fraternidade” como se o mundo estivesse para aí virado. Serei mais modesta, pedindo singelamente um abaixamento do nível do desmazelo de norte a sul, ilhas incluídas. Uma descida mesmo que pequena (“grão a grão…”), e talvez houvesse inversão de marcha.  Irrealismo? Farto irrealismo, claro. Mas não retiro o pedido.

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