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Imagine-se num país que não é o seu, a trabalhar sem ter sequer a protecção que todos os outros cidadãos nacionais têm. Não fala a língua, a sua cultura é bastante diferente, a sua vida é casa-trabalho-casa. De repente vê-se num turbilhão de gente à sua porta, jornalistas, autoridades diversas e polícias. Querem que saia dali. Com aquela humildade que dói, de algumas culturas orientais, vai dizendo que sim sem perceber nada do que se está a passar. Só sabe que no dia seguinte tem de ir trabalhar, caso contrário já sabe que perde o emprego – se é que assim se pode chamar. Dizem-lhe que virão mais tarde. Não vieram. Estava a dormir, eram 4 da manhã, batem à porta, polícia, autocarros – seria um cão ali? – e dizem para entrar. Mas para onde vai? Chega ao Zmar, pessoas à porta que, percebe, não querem deixar entrar, não é bem-vindo.

Foi isto que em traços gerais se passou com algumas pessoas que tiveram de ser alojadas temporariamente noutro local, porque o sítio onde viviam não tinha condições para fazerem o isolamento profilático. Verdadeiramente, nem condições humanas mínimas tinham. Podemos ler a reportagem de Carolina Branco aqui no Observador.

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