Recentemente, a Fundação Francisco Manuel dos Santos lançou o estudo “As mulheres em Portugal, hoje” que, entre os muitos dados surpreendentes que apresenta, fala que serão precisos 180 anos até existir divisão igual de tarefas domésticas entre homens e mulheres portuguesas. E de acordo com o Fórum Económico Mundial, precisaremos de 202 anos para, a nível mundial, eliminarmos a desigualdade salarial.

Estes números têm em consideração todo o progresso que, felizmente, foi feito nos últimos anos. Contudo, não têm em conta um factor que nos próximos anos irá influenciar negativamente esta aproximação.

Atualmente, apenas 14% dos profissionais portugueses que trabalham em tecnologia e 15% dos estudantes das áreas tecnológicas são mulheres, sendo que este valor não tem vindo a crescer nos últimos anos e está abaixo da média da União Europeia. Sendo este o sector de mais elevado crescimento, criador de maior valor acrescentado e com mais potencial para o futuro, o que irá acontecer a médio e longo prazo é que os profissionais do género feminino estarão “quase” excluídas das áreas que criam mais riqueza.

Mas porque é que isso acontece? Porque é que em 2019, em Portugal e no mundo, continuamos a ter tão poucas mulheres a optar por carreiras nas áreas tecnológicas?

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