Serviço Nacional de Saúde

O Bloco de Esquerda contra os doentes /premium

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As parcerias público-privadas de Braga e de Cascais ajudam a diminuir as despesas do SNS e aumentam a qualidade dos serviços prestados aos doentes. É isso que o Bloco quer esconder custe o que custar.

O Bloco de Esquerda lidera os ataques das esquerdas ao investimento privado na saúde. Os ataques são puramente ideológicos, assentes em mentiras e em deturpação dos factos. Os dirigentes do Bloco afirmam que o investimento privado ameaça o Serviço Nacional de Saúde. Passa-se precisamente o contrário: o investimento privado é essencial para manter a qualidade do SNS. A maior ameaça ao SNS seria o fim do investimento privado na saúde.

O investimento privado ajuda, antes de mais, a controlar a despesa pública na saúde. Sobretudo quando Portugal vive um período de quase quatro anos com um investimento público mínimo na saúde. Vejamos, por exemplo, os casos dos hospitais de Braga e de Cascais, ambos parcerias público-privadas. Um estudo recente da Universidade Católica mostrou que o Estado poupa dinheiro tanto no Hospital de Braga como no Hospital de Cascais.

De acordo com o estudo da Universidade Católica, em comparação com os hospitais públicos, a parceria público-privada de Braga poupou cerca de 160 milhões de Euros no período de cinco anos. No caso da parceria público-privada de Cascais, a poupança no período de quatro anos foi de cerca de 60 milhões de Euros. Estes valores significam cerca de 20 a 22% de poupança face aos custos que os hospitais teriam se fossem geridos pelo Estado.

Mas não foi apenas a Universidade Católica que apontou as vantagens das parcerias público-privadas na saúde. Uma auditoria de 2016 do Tribunal de Contas sobre o Hospital de Braga salienta igualmente as poupanças, considerando que o custo operacional por doente foi de 2.158 de Euros, o mais baixo entre todos os hospitais do SNS. Num contexto em que continua a ser necessário evitar o aumento da despesa pública, e com um governo que é um recordista em cativações (as quais afectam sobretudo o sector da saúde), como é possível ignorar as poupanças das parcerias público-privadas? Só pelas piores razões ideológicas.

O estudo da Católica e a auditoria do Tribunal de Contas não sublinham apenas as poupanças das parcerias público-privadas. Também elogiam a qualidade dos serviços prestados pelos hospitais de Braga e de Cascais. Por exemplo, o estudo da Católica refere que a qualidade do serviço hospitalar de Braga como de Cascais não tem equivalência na maioria dos outros hospitais do SNS.  Quanto à auditoria do Tribunal de Contas, apurou a elevada “satisfação dos utentes do Hospital de Braga.”

A qualidade dos serviços hospitalares realça a questão mais importante de todas: a qualidade dos tratamentos prestados aos doentes. Essa é a primeira e a mais importante função de um hospital. Os doentes querem e confiam em serviços de saúde de excelência. A qualidade dos serviços prestados pelas parcerias público-privadas de Braga e de Cascais é elevada e indiscutível. Por isso, o Tribunal de Contas recomendou ao ministério da Saúde um aumento da actividade do Hospital de Braga para satisfazer as necessidades da população local. O objectivo deveria ser alargar o máximo possível a outras regiões serviços hospitalares como os das parcerias público-privadas de Braga e de Cascais.

Em suma, as parcerias público-privadas de Braga e de Cascais ajudam a diminuir as despesas do SNS e aumentam a qualidade dos serviços prestados aos doentes. Um governo que se preocupe com o bem estar e a saúde dos portugueses deveria expandir exemplos como os de Braga e de Cascais. Esperemos que o executivo socialista, e nomeadamente a nova ministra da Saúde, não se deixe influenciar pelo radicalismo ideológico do Bloco de Esquerda. Esse radicalismo é hoje a maior ameaça à qualidade do SNS e dos serviços prestados aos doentes portugueses.

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