Rádio Observador

Serviço Nacional de Saúde

O Bloco de Esquerda contra os doentes /premium

Autor
454

As parcerias público-privadas de Braga e de Cascais ajudam a diminuir as despesas do SNS e aumentam a qualidade dos serviços prestados aos doentes. É isso que o Bloco quer esconder custe o que custar.

O Bloco de Esquerda lidera os ataques das esquerdas ao investimento privado na saúde. Os ataques são puramente ideológicos, assentes em mentiras e em deturpação dos factos. Os dirigentes do Bloco afirmam que o investimento privado ameaça o Serviço Nacional de Saúde. Passa-se precisamente o contrário: o investimento privado é essencial para manter a qualidade do SNS. A maior ameaça ao SNS seria o fim do investimento privado na saúde.

O investimento privado ajuda, antes de mais, a controlar a despesa pública na saúde. Sobretudo quando Portugal vive um período de quase quatro anos com um investimento público mínimo na saúde. Vejamos, por exemplo, os casos dos hospitais de Braga e de Cascais, ambos parcerias público-privadas. Um estudo recente da Universidade Católica mostrou que o Estado poupa dinheiro tanto no Hospital de Braga como no Hospital de Cascais.

De acordo com o estudo da Universidade Católica, em comparação com os hospitais públicos, a parceria público-privada de Braga poupou cerca de 160 milhões de Euros no período de cinco anos. No caso da parceria público-privada de Cascais, a poupança no período de quatro anos foi de cerca de 60 milhões de Euros. Estes valores significam cerca de 20 a 22% de poupança face aos custos que os hospitais teriam se fossem geridos pelo Estado.

Mas não foi apenas a Universidade Católica que apontou as vantagens das parcerias público-privadas na saúde. Uma auditoria de 2016 do Tribunal de Contas sobre o Hospital de Braga salienta igualmente as poupanças, considerando que o custo operacional por doente foi de 2.158 de Euros, o mais baixo entre todos os hospitais do SNS. Num contexto em que continua a ser necessário evitar o aumento da despesa pública, e com um governo que é um recordista em cativações (as quais afectam sobretudo o sector da saúde), como é possível ignorar as poupanças das parcerias público-privadas? Só pelas piores razões ideológicas.

O estudo da Católica e a auditoria do Tribunal de Contas não sublinham apenas as poupanças das parcerias público-privadas. Também elogiam a qualidade dos serviços prestados pelos hospitais de Braga e de Cascais. Por exemplo, o estudo da Católica refere que a qualidade do serviço hospitalar de Braga como de Cascais não tem equivalência na maioria dos outros hospitais do SNS.  Quanto à auditoria do Tribunal de Contas, apurou a elevada “satisfação dos utentes do Hospital de Braga.”

A qualidade dos serviços hospitalares realça a questão mais importante de todas: a qualidade dos tratamentos prestados aos doentes. Essa é a primeira e a mais importante função de um hospital. Os doentes querem e confiam em serviços de saúde de excelência. A qualidade dos serviços prestados pelas parcerias público-privadas de Braga e de Cascais é elevada e indiscutível. Por isso, o Tribunal de Contas recomendou ao ministério da Saúde um aumento da actividade do Hospital de Braga para satisfazer as necessidades da população local. O objectivo deveria ser alargar o máximo possível a outras regiões serviços hospitalares como os das parcerias público-privadas de Braga e de Cascais.

Em suma, as parcerias público-privadas de Braga e de Cascais ajudam a diminuir as despesas do SNS e aumentam a qualidade dos serviços prestados aos doentes. Um governo que se preocupe com o bem estar e a saúde dos portugueses deveria expandir exemplos como os de Braga e de Cascais. Esperemos que o executivo socialista, e nomeadamente a nova ministra da Saúde, não se deixe influenciar pelo radicalismo ideológico do Bloco de Esquerda. Esse radicalismo é hoje a maior ameaça à qualidade do SNS e dos serviços prestados aos doentes portugueses.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Política

Os idiotas úteis da esquerda /premium

João Marques de Almeida
1.425

Pacheco Pereira e Marques Lopes querem fazer carreira na comunicação social como os cronistas de direita que atacam a direita. Eles querem ser a “direita” que a esquerda gosta.

Igualdade

Mulheres no poder /premium

João Marques de Almeida
304

O feminismo transformou a causa justa da igualdade de oportunidades na visão radical da “igualdade de género”. A igualdade de género é um disparate, é falsa e visa alcançar outros objectivos políticos

Verão

(Não) ir à praia /premium

João Marques de Almeida
1.114

Já nem sei o que fazer na praia. Não é confortável para ler, não posso ver filmes nem ouvir música, a comida dos bares não presta, e prefiro conversar com pessoas quando estão vestidas e não semi-nuas

Serviço Nacional de Saúde

O Seguro Público de Saúde

Fernando Leal da Costa

O seguro público é uma questão de esquerda contra a direita? Não é! Será impopular? Provavelmente para uma parte da população. Os Portugueses não gostam de pagar. Quem gosta?

Serviço Nacional de Saúde

A Saúde de que precisamos

Fernando Leal da Costa
107

Hoje por hoje, precisamos é de pessoas competentes e eficientes, de estruturas amigas dos profissionais e dos utentes, de acesso em tempo útil e verdade. Não se gaste mais dinheiro em estudos inúteis.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)