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Não sei se os jornalistas profissionais que apelaram ao Presidente da República pensavam ou não que este poderia vir a responder ao apelo de demitir o actual governo por forma a limitar as perdas acumuladas pelo PS, na senda do que este vinha fazendo desde que subiu abusivamente ao poder. É bom recordar que o «golpe parlamentar» de 2015 só teve lugar porque o Presidente Cavaco Silva estava no final do seu segundo mandato e já não podia dissolver o Parlamento perante a intenção do PS de montar a «geringonça»!

Pela minha parte, confesso que não me passou pela cabeça que o PR seguiria o meu apelo, conforme muitos leitores exprimiram imediatamente, como quem diz: «Era bom mas não vai acontecer». Seja que motivo for, é muito pouco provável que o governo seja demitido. Qualquer «governo de excepção» nomeado pelo PR teria sempre a oposição da «geringonça». Acresce o facto de tão pouco o PR e os outros partidos de governo – o PSD e o CDS, hoje ambos sem liderança credível – terem já mostrado ser incapazes de alterar o rumo do país. Sendo certo que o PS já mostrou só saber governar distribuindo o «bodo aos pobres» e elevando a dívida a níveis nunca vistos, o actual sistema político-partidário está cada vez mais parecido com o final da primeira República e, entretanto, sumiram-se as colónias e os militares…

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