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A decisão de permitir maior mobilidade no Natal, apesar de a maioria dos especialistas ter recomendado que se fechasse, embora irracional, é compreensível. A maioria não apoiava as restrições e a reacção seria muito negativa, se não mesmo de desobediência.

O que já não é possível compreender, e corresponde a uma enorme irresponsabilidade do Governo, é não ter actuado imediatamente após o Natal ou, na pior das hipóteses, a 6 de Janeiro, quando registámos mais de 10 mil pessoas infestadas, como salienta o matemático do Instituto Superior Técnico Henrique Silveira. Nos modelos que apresenta, teríamos evitado 6500 a 7 mil óbitos. Neste momento, para reduzir o número de pessoas em cuidados intensivos para valores abaixo dos 600 teremos de estar confinados dois meses.

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