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Toda a gente sabe, ou devia saber, que Pôncio Pilatos foi o iníquo representante do império romano que condenou Jesus de Nazaré à morte, não obstante a sua inocência. Ciente da injustiça da acusação contra Cristo, tentou a sua libertação. Primeiro, mandou-o flagelar, pensando que conseguia assim aplacar o ódio dos seus inimigos, mas em vão. Depois, quis conceder ao pacífico rabi da Galileia o indulto pascal, mas os habitantes de Jerusalém preferiram a absolvição de Barrabás. Por fim claudicou, mandando crucificar o ‘Rei dos Judeus’, mas lavou as mãos diante do povo, protestando a sua inocência. Na verdade, aquele seu gesto não só não o absolveu da sua culpa, como passou a significar a hipocrisia dos que, em vez de fazer justiça, cedem à pressão das conveniências políticas.

Infelizmente, na história recente da justiça em Portugal, não faltam episódios de gritantes e escandalosas impunidades, precisamente por interferências políticas em questões que deveriam ser, apenas, do foro judicial.

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