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16 detidos em Bruxelas, Abdeslam não está entre eles

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O Hotel Radisson, no centro de Bruxelas, foi cercado pela polícia numa operação desencadeada por um falso alarme terrorista. Passou a ameaça.

AFP/Getty Images

Autores
  • Milton Cappelletti
  • Liliana Valente

A Polícia belga fez, este domingo à noite, uma operação especial no centro de Bruxelas, perto da Grand Place, devido a um falso alarme terrorista. A noite acabou com 16 detidos, mas entre eles não estava o homem mais procurado do momento: Salah Abdeslam.

O responsável pelas operações explicou que foram realizadas 19 operações durante o dia. Uma delas na zona central da capital belga, que foi cercada durante a tarde e a noite. Após o fim das investigações, não foram encontradas armas ou explosivos.

Além das ações em Bruxelas, a Polícia levou a cabo três operações na cidade de Charleroi. E todas correram sem incidentes, menos uma. Em Bruxelas, no bairro de Molenbeek, as autoridades estavam num snack bar quando um indivíduo os abordou. A polícia disparou sobre o homem que fugiu. Mais tarde, o veículo onde fugiu foi intercetado em Bruxelas. Um dos ocupantes do carro estava ferido.

As autoridades agradeceram no final aos meios de comunicação social por terem parado de dar informações em direto sobre as movimentações da Polícia. Isto porque durante a operação, as autoridades tinham pedido para que não fossem divulgadas informações precisas enquanto tudo estava a acontecer.

Os meios belgas respeitaram o pedido, com relatos gerais sobre o assunto, sem dar conta de informações que pudessem prejudicar o andamento da operação, tal como o dispositivo utilizado ou a localização precisa. O caso do jornal Libre é apenas um. Le Soir, RTL entre outros também pararam de dar informação e explicaram aos leitores o porquê.

Durante o dia, o Centro de Crises da Bélgica pediu à população para “manter a calma e seguir rigorosamente as instruções das autoridades”.

Tudo não passou de um falso alarme

Tudo começou com informação de que a Polícia estava a fechar a zona da Grand Place e junto ao Hotel Radisson. Testemunhas citadas pelo jornal La Libre relataram que a polícia solicitou aos moradores próximos do hotel para que se afastassem de janelas e permanecessem em casa. A publicação ainda avançou que hóspedes foram obrigados a ficar no local durante a ação.

O jornalista Vasco Gandra está em Bruxelas e relatou na altura ao Observador que o ambiente era “seguro” nas ruas da cidade. Várias operações aconteceram ao longo do dia em diferentes bairros com polícia, militares e helicópteros.

Segunda-feira, tudo fechado, menos a NATO e a UE

O primeiro-ministro belga decidiu manter o nível de alerta anti-terrorismo no máximo na capital do país, enquanto que no resto do país estará no nível 3. E por isso decidiu que escolas, metro e universidades, entre outras instalações, vão continuar fechadas. A situação será reavaliada amanhã à tarde.

A Bloomberg avança que as instalações da NATO na capital belga vão abrir esta segunda-feira. No entanto, segundo um funcionário da organização citado pela publicação, “tendo em vista a manutenção do alerta nível 4 na região de Bruxelas, a equipa não- essencial da NATO foi convidada a trabalhar a partir de casa esta segunda-feira”. “Continuaremos vigilantes e estamos a tomar todas as medidas para garantir a segurança do nosso pessoal e das instalações”, afirmou.

A agência noticia ainda que a União Europeia reforçou esta noite a segurança nas instituições em Bruxelas. 

Nota: Artigo atualizado às 23h40 com todas as informações sobre o fim da ação da Polícia.

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