O  nome John Galliano ganhou outro fôlego quando a Harpers Bazaar publicou, esta quinta-feira, rumores do seu regresso, agora confirmado. O designer, que em 2011 se envolveu num escândalo por ter proferido comentários racistas, vai trabalhar como consultor para a maior cadeia de perfumarias da Rússia, L’Etoile. O anúncio oficial foi feito pela própria empresa. No respetivo site pode ler-se, num cabeçalho, “John is back!”.

O estilista já havia tentado o regresso, embora sem grande sucesso, relembra o Daily Mail. Segundo o mesmo meio, a parceria entre Galliano e a empresa russa dura há alguns meses e a data 22 de maio dita o começo da nova aventura. Mais detalhes são esperados nos próximos dias.

O estilista saiu de cena após a divulgação do vídeo onde ofende um casal, num bar parisiense, com declarações racistas e antissemitas. Estávamos em fevereiro de 2011. As consequências foram pesadas e Galliano disse um adeus forçado à casa de alta-costura Dior, onde trabalhava como diretor criativo.

Somando um segundo incidente do mesmo género, em outubro de 2010, o estilista foi condenado pelo Tribunal de Paris a pagar 6 mil euros. A sentença prevê, no entanto, que a multa fique sem efeito caso este não reincida no crime num prazo de cinco anos.

Depois da exposição mediática, Galliano foi internado numa clínica de reabilitação para curar o vício do álcool e drogas, o que poderá ter estado na origem da polémica, como explicou à Vanity Fair  numa entrevista exclusiva.  Nela, afirmou ainda não ser antissemita e estar arrependido.

Juan Carlos Galliano-Guillen nasceu em 1960, em Gibraltar. Seis anos depois a família muda-se para Inglaterra. O caminho que por fim o levará pelos corredores da alta-costura começa no gosto pelo desenho. Mais tarde acaba por estudar moda e em 1985 estreia-se na Semana da Moda em Londres. O primeiro de muitos British Designer of the Year chega dois anos depois.