O Mestrado em Finanças da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa aparece em 19º lugar do ranking mundial do Financial Times, que foi esta segunda-feira divulgado. A faculdade entra assim no top 20 das instituições de ensino financeiro, depois de, em 2013, ter registado a 22ª posição. A Universidade Nova é a única portuguesa a figurar na lista de 45 países, que volta a ser liderada pela HEC Paris, que nos últimos três anos tem estado no topo do ranking, o qual tem em conta diversos fatores, como o salário auferido pelos antigos alunos e o sucesso da própria faculdade em colocar os seus estudantes a trabalhar nas empresas. Neste item específico, a Faculdade de Economia da Nova fica em sexto lugar, ultrapassando mesmo a Edhec Business School, em França, que está classificada em terceiro lugar do ranking geral.

Já no campo dos salários de ex-alunos – um fator determinante na elaboração do ranking -, a média de remuneração de um financeiro saído da Nova é de 45 mil dólares enquanto a de um vindo da HEC Paris é de 90 mil. Não será fácil, por isso, nos próximos anos, que a faculdade entre no grupo das universidades mais bem cotadas, admitem os próprios responsáveis pelo curso.

Ainda assim, José Ferreira Machado, diretor da instituição, mostra-se satisfeito com a posição alcançada. “Nós tínhamos muito medo de que, à medida que as universidades de países mais ricos fossem entrando” na lista, a faculdade acabasse por perder importância. Mas tal não aconteceu. “Fazer um mestrado em Finanças com base em Lisboa é um desafio extraordinário. Tem exigido um grande investimento para contratar professores de enormíssima qualidade”, explica.

Por outro lado, a faculdade tem registado cada vez mais procura de alunos internacionais, que representam já 40% dos candidatos ao mestrado de Finanças na instituição. Desses, “228 são alemães, o maior grupo” dos estrangeiros na Nova. É, aliás, por isso que Miguel Ferreira, coordenador do programa em Finanças, espera começar a ir a Frankfurt promover os seus alunos junto das principais empresas financeiras da Europa, tal como já faz em Londres. No item de experiência internacional, a faculdade fica colocada em segundo lugar do ranking do FT.

“O mestrado em Finanças é talvez o nosso produto que está mais alinhado com a ideia de fazer do ensino superior uma indústria exportadora”, diz José Ferreira Machado, que usa uma metáfora para se referir ao ensino de finanças: “Vender alunos de finanças é como vender sapatos: podemos formar para o mundo em Lisboa se tivermos uma grande qualidade”.

A pensar na qualidade, a faculdade vai instituir, já no início do próximo ano letivo, uma iniciativa a que chamou Discover Week, que tem como objetivo fazer com que os novos alunos recebam “orientação para a entrada no mercado de trabalho”, refere Miguel Ferreira. “Um dos fatores distintivos” da Nova face a outras instituições de ensino “é fazer bem a ponte para esse mercado”, diz.