Se não quer que o seu filho passe tanto tempo agarrado ao telemóvel ou a ver televisão, dê o exemplo.

Se, por um lado, os pais e educadores insistem que as crianças ganhem outros hábitos e procurem outras formas de ocupação, por outro lado, estes mesmos pais não dão o exemplo e estão sempre em alerta para as várias plataformas digitais. Quem o diz é Reg Bailey, secretária de Estado da Educação no Governo britânico, como noticiou o The Independent.

Esta considera que os pais devem abolir os “ecrãs” da mesa de jantar e promover o tempo “cara a cara”, isto é, promover as conversas reais ao invés das virtuais. Valorizar os “momentos de qualidade” em família em vez de os desperdiçar com a presença do ecrã de televisão, ou até mesmo, dos telemóveis.

Suzie Hayman, escritora do livro “How To Have A Happy Family”, ou em tradução livre, “Como Ter Uma Família Feliz”, afirma que as famílias “estão a ficar piores” a falarem entre elas e isso deve-se à proliferação dos smartphones. Esta diz que se “perguntarem aos vários membros de uma família qual é a primeira coisa que fazem quando chegam a casa, eles respondem que é ver o Facebook” e que “em vez de as famílias se juntarem em redor de uma mesa e conversarem preferem conversar, virtualmente, com amigos que estão a várias milhas de distância”.

Já a fundadora de um dos maiores sites sobre parentalidade no Reino Unido, Siobhan Freegard, diz que os pais “têm que tirar um minuto”. Com isto, Freegard pretende reforçar a importância de balancear o tempo entre o mundo virtual, tecnológico e o mundo “real” das relações cara a cara.

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Tal mediação é tão importante, que um estudo levado a cabo por cientistas da Universidade da Califórnia provou que o intensivo uso de “ecrãs” nos mais novos pode prejudicar o desenvolvimento de capacidades sociais.