Mariano Rajoy já reagiu à vitória do ‘não’ no referendo à independência da Escócia, mostrando-se “muito feliz” por os cidadãos daquele território terem preferido manter-se no Reino Unido. Sem nunca se referir especificamente à Catalunha, que espera poder realizar o referendo sobre a autodeterminação em novembro, Rajoy deixou, no entanto, alguns recados.

Os escoceses, disse, manifestaram-se de “forma clara e inequívoca” a favor da manutenção da união. E fizeram-no “com escrupuloso respeito pela legalidade do seu país”, acrescentou, numa aparente referência à violação da Constituição espanhola que representa a realização de um plebiscito na Catalunha e no País Basco.

Ao votarem pelo ‘não’, “os escoceses evitaram graves consequências económicas, sociais, institucionais e políticas” e decidiram continuar a contribuir para a “grandeza, coesão e desenvolvimento” do Reino Unido, afirmou Rajoy, que publicou a mensagem na sua conta oficial de Twitter e YouTube.

O primeiro-ministro espanhol reiterou, por diversas vezes, que a permanência da Escócia no Reino Unido foi uma escolha entre “segregação e integração”, “isolamento e abertura” “estabilidade e incerteza”, “segurança e risco”. E acrescentou que a escolha escocesa foi a “mais favorável para todos: para eles, para os outros cidadãos britânicos e para o conjunto da Europa”.

“Acredito profundamente na integração da União Europeia”, disse Rajoy, para quem este é “o caminho que permite enfrentar com êxito os reptos do futuro”. “Estamos muito felizes por a Escócia continuar connosco”, concluiu.