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Bruxelas: Cortes nas prestações sociais afetaram mais os muito pobres

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Bruxelas diz que os cortes nas prestações sociais tiveram um impacto desproporcionado sobre os muito pobres. Sistema de proteção social é inadequado e não foi capaz de lidar com subida do desemprego.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A Comissão Europeia afirma que os cortes aplicados recentemente pelo Governo nas prestações sociais afetaram mais e de forma desproporcionada as pessoas muito pobres e diz que Portugal teve o segundo maior aumento da União Europeia no que à severidade da pobreza diz respeito.

O número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social aumentou em 220 mil entre 2007 e 2013. Só de 2012 para 2013 foram mais 210 mil, diz a Comissão Europeia no relatório que acompanha a decisão de abrir um procedimento por desequilíbrios macroeconómicos excessivos. Portugal voltou a divergir da zona euro.

As más notícias não se ficam por aqui. Os trabalhadores que menos tempo trabalharam durante o ano e as famílias com crianças foram particularmente afetadas.

No caso das mudanças mais recentes criticadas, Bruxelas que também as crianças com menos de 10 anos foram afetadas.

Não foi só o número de pessoas abaixo da linha de pobreza que aumentaram. A severidade da pobreza é também maior.

Diz a Comissão que Portugal tem um “sistema de proteção social inadequado” e que este “não foi capaz de lidar com o súbito aumento do desemprego e com o consequente aumento da pobreza”.

Acresce a isto que, apesar de reconhecer que foram tomadas algumas medidas para proteger os grupos mais desfavorecidos, “não foram implementadas ou planeadas recentemente mudanças de política para assegurar uma cobertura adequada da rede de proteção social”.

Neste ponto, o desemprego é chave e Bruxelas vê riscos de uma estabilização em níveis elevados num ambiente de baixo crescimento. A cobertura dos apoios sociais existentes, diz também, é ainda baixa.

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Austeridade

Nunca tão poucos enganaram tantos /premium

Rui Ramos
2.381

Em 2016, disseram-nos que a austeridade era uma página, e que estava virada. A austeridade, porém, não é uma página. É um livro inteiro, de que já ninguém lembra o princípio e ninguém sabe o fim.

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