A Operação Lava Jato da Polícia Federal brasileira, que investiga irregularidades na empresa petrolífera Petrobras, agora apura também supostos desvios no segundo maior banco público do país, a Caixa Económica Federal, e no Ministério da Saúde.

A 11ª fase da operação, lançada hoje pela polícia, tem o objetivo de investigar os contratos de publicidade do banco e do ministério, dos quais eram desviados 10% dos valores para empresas de fachada, afirmaram os agentes em conferência de imprensa.

Seis pessoas ligadas à política brasileira foram presas hoje por suspeita de envolvimento, entre elas os ex-deputados federais André Vargas e Luiz Argôlo. Outro ex-deputado, Pedro Corrêa, também teve uma ordem de prisão emitida, mas ele já está detido pela condenação no Mensalão, um esquema de compra de votos de parlamentares.

Essa fase da operação, denominada “A Origem”, toca no chamado núcleo político das irregularidades e, segundo o Ministério Público Federal, outras instituições serão investigadas.

A ação foi feita em Brasília, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Baía. Há a suspeita de que o dinheiro usado para pagar subornos tenha origem irregular e que os envolvidos tenham também branqueado capitais.

Mencionada pela Folha de São Paulo, a Caixa Económica Federal informou que irá averiguar os fatos e colaborar com as investigações.

A operação Lava Jato iniciou-se em março de 2014 e investiga os crimes de branqueamento de capitais, desvio de dinheiro e má administração pública na Petrobras, e envolveu políticos, executivos e servidores.